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16/12/1975-2015: 40 anos do encontro do Papa Paulo VI com o Metropolita grego Meliton de Calcedônia

No dia 16 de dezembro de 1975, o Metropolita Meliton de Calcedônia, enviado do Patriarca Dimítrio I, trouxe a notícia formal de Constantinopla à Roma, anunciando, no interior da Capela Sistina, durante a missa e na presença do Papa Paulo VI, que uma Comissão Pan-ortodoxa havia sido criada para preparar o diálogo teológico entre as Igrejas Ortodoxas e Católico-Romana.

«Os intercâmbios de delegações ecumênicas e mensagens entre Constantinopla e Roma entrou em um clímax com a eleição do novo Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Dimítrio. O novo Patriarca prosseguiu a política de seu antecessor, o Patriarca Athenagoras, e seguiu dando às relações com a Igreja-irmã de Roma uma alta prioridade. Especialmente revestidas de sentimentos de alegria e de esperança eram as visitas de dezembro de 1975, marcando o 10º aniversário da suspensão das excomunhões mútuas entre as igrejas de Roma e Constantinopla. No dia 16 de dezembro de 1975, S. E. o Metropolita Meliton de Calcedônia, enviado do Patriarca Dimítrio I, trouxe a notícia formal de Constantinopla à Roma, anunciando, no interior da Capela Sistina, durante a missa e na presença de Paulo VI, que uma Comissão Pan-ortodoxa havia sido criada para preparar o diálogo teológico entre a as Igrejas Ortodoxas e Católico-romana. Confirmou-se que o próprio Patriarcado de Constantinopla havia estabelecido uma comissão sinodal especial para este diálogo. Quando ouviu o anúncio da Delegação Ortodoxa, o Papa Paulo VI surpreendeu a todos os presentes e, dirigindo-se ao Metropolita Meliton, ajoelhou-se diante dele beijando-lhe os pés. Um gesto de humildade sem precedente, um Papa beijar os pés de outro bispo, um Metropolita ortodoxo grego que representava naquele momento o Líder da Igreja Ortodoxa. Surpreso por este gesto dramático do Sumo Pontífice romano, Meliton, por sua vez, tentou fazer o mesmo, isto é, beijar os pés do Papa Paulo VI, mas este o impediu de fazê-lo. Meliton então beijou-lhe a mão».

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