
Bartolomeu recorda Athenágoras após quarenta anos da sua morte e defende a linha do Patriarcado
Constantinopla / Istambul, 12 de Julho de 2012 — Continuar com fé inabalável o caminho do diálogo ecumênico, não obstante as críticas e as numerosas dificuldades, conforme o exemplo traçado no passado pelo Patriarca Athenágoras: ao comemorar, quarenta anos após o falecimento, a figura do seu «grande» predecessor na sede do Fanar, o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, reafirmou com firmeza que o diálogo com as outras confissões cristãs, a partir da Igreja católica, já é um caminho sem retorno. Porque «somente através do diálogo é possível realizar o acordo, a aproximação, a reconciliação» entre os batizados em Cristo.
Por conseguinte, no pano de fundo, a figura e o exemplo de Athenágoras, o Patriarca Ecumênico, falecido a 07 de Julho de 1972, que corajosamente soube abrir «novos horizontes para o Patriarcado Ecumênico», sobretudo através dos encontros históricos e fraternos que teve com o Papa Paulo VI, com o qual, como se sabe, foram revogadas as excomunhões recíprocas. Não só, de Athenágoras é também evocada a capacidade de abrir outras importantes «janelas para a ortodoxia», constituídas pelo centro patriarcal de Genebra, pela academia ortodoxa de Creta e pelo centro de estudos patrísticos de Salônica. Neste âmbito, realça-se, encontra-se a colaboração ativa do Patriarcado Ecumênico com o Conselho Ecumênico das Igrejas.
Hoje como então, sublinha Bartolomeu I, trata-se porém de um percurso não isento de armadilhas e de críticas, por vezes duras, provindas também do seio do mesmo mundo ortodoxo. «O Patriarca Athenágoras na altura foi criticado por causa das aberturas que tinha promovido. Como então, o nosso Patriarca Ecumênico – afirmou Bartolomeu de Constantinopla – hoje é constantemente criticado devido ao diálogo ecumênico que persegue, como se o nosso desejo fosse o de desbaratar a ortodoxia». Nada mais infundado. Todavia, hoje já não é tempo de «fechamentos egoístas em si mesmos, da autarquia, da autossuficiência». Ao contrário, o diálogo ecumênico «é a linha da nossa Igreja, a Igreja de Constantinopla».
Fonte: L’Osservatore Romano










Seja o primeiro a comentar