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Patriarca Ecumênico Bartolomeu proclama a vitória da vida e renova o apelo da Igreja pela paz na mensagem de Páscoa

Em sua Encíclica Patriarcal para a Santa Páscoa de 2026, Sua Santidade o Patriarca Ecumênico Bartolomeu dirige-se à plenitude da Igreja com uma saudação marcada pela alegria do Cristo Ressuscitado, convidando os fiéis a contemplarem a Ressurreição do Senhor como vitória manifesta da vida sobre a morte, renovação de toda a criação e abertura do caminho da deificação pela graça.

Na mensagem, o Patriarca recorda que a experiência pascal é preservada e transmitida na vida litúrgica da Igreja, no testemunho dos santos e mártires, na proclamação do Evangelho, na cultura do amor e da solidariedade e na certeza de que o mal não tem a última palavra na história. A Ressurreição, afirma, é vivida como liberdade concedida por Cristo, fortalecendo no homem tudo o que é verdadeiro, justo, puro e digno de louvor.

Bartolomeu sublinha ainda que o caminho para a Ressurreição permanece inseparável da Cruz, e que o verdadeiro ethos cristão — marcado pela humildade, pelo perdão, pelo amor sacrificial e pelo serviço ao próximo — não é sinal de fraqueza, mas expressão de uma liberdade recebida do alto, vivida nos santos Mistérios da Igreja e no amor concreto ao irmão. Citando São Máximo, o Confessor, a encíclica recorda que o amor por Deus não admite ódio contra o próximo.

Num dos trechos mais fortes da mensagem, o Patriarca apresenta a Páscoa como Evangelho de paz, reconciliação e justiça. Diante da violência da guerra, da dor dos órfãos, das mães que choram seus filhos e de todos os feridos no corpo e na alma, a Igreja eleva a sua voz para proclamar a sacralidade de cada pessoa humana e o dever de respeito absoluto à sua dignidade. “Cristo ressuscitou”, insiste a mensagem, é negação da violência e do medo, e convite a uma vida de paz.

A encíclica recorda também o ensinamento do Santo e Grande Concílio da Igreja Ortodoxa sobre o dever eclesial de promover tudo o que serve à paz, à justiça, à fraternidade, à verdadeira liberdade e ao amor mútuo entre os povos. Assim, a Ressurreição do Senhor não é apenas memória sagrada, mas já a nossa própria ressurreição no presente, antegozo da renovação de toda a criação.

Concluindo sua mensagem pascal, o Patriarca Ecumênico deseja a todos uma “Feliz Ressurreição”, plena de dons divinos durante todo o período pascal, e convida os fiéis a proclamarem com alegria universal: “Cristo ressuscitou! Verdadeiramente ressuscitou o Senhor!” A íntegra da encíclica pascal pode ser lida no documento publicado abaixo.

Leia a Mensagem na íntegra ou baixe pdf:

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