Souroti – Tessalônica, 12/07/2015 — Celebração Patriarcal na primeira festa de São Paísios de Monte Athos, no Monastério de São João o Teólogo, em Souroti – Tessalônica (Grécia)
S. S. Bartolomeu I presidiu pela primeira vez a celebração de São Paísios de Monte Athos, no Monastério de São João, o Teólogo, em Souroti – Tessalônica (Grécia). Estima-se que mais de 20 mil fiéis, peregrinos vindos de vários lugares, participaram dos serviços religiosos e prestaram sua homenagem diante do túmulo de São Paísios, nesta primeira grande celebração de sua memória. Os ofícios foram presididos pelo Patriarca Ecumênico e concelebrados por hierarcas ortodoxos de várias metrópoles da Grécia e Turquia.
Bartolomeu I, em suas palavras, sublinhou que em janeiro passado, a Igreja-Mãe de Constantinopla, por sugestão e recomendação positiva e unânime dos membros do Santo Sínodo Patriarcal, reconheceu formalmente a santidade de Abba Paísios. Por isso, incluiu seu nome na lista dos santos da Igreja Ortodoxa, determinando que sua festa fosse celebrada anualmente no dia de sua dormição em Cristo, isto é, em 12 de julho. Disse ainda o Patriarca que: “nós tivemos a graça de conhecer um verdadeiro cristão […] um homem de profunda humildade, paciência e amor a Deus”. Expressou ainda sua confiança que “com amor e fé em Deus, os problemas enfrentados atualmente pelos cristãos em todo o mundo serão superados”. “A noite de hoje é um grande marco, pois celebramos a primeira festa memorial de São Paísios que coincide com o atual momento, altamente crítico e crucial para toda a nação grega”. Recordou ainda que “celebrar sua memória é uma consolação; ele que nos assegurava que ‘o que ama a Deus, n’Ele confia e põe sua esperança, tudo possui'”. E, visivelmente emocionado, o Patriarca Ecumênico Bartolomeu I curvou-se e rezou diante do túmulo de São Paísios.
BREVE HAGIOGRAFIA DE SÃO PAÍSIOS DE MONTE ATHOS
Arsênio Eznepidis nasceu em Farasa, pequeno povoado da Capadócia (hoje Turquia), na Ásia Menor, no dia 25 de julho de 1924. Era filho de Batista, prefeito de Farasa, e de Evlampia. Em 7 de agosto de 1924, foi batizado com o nome de Arsênio, em homenagem ao grande Santo Arsênio da Capadócia, venerado pela Igreja Ortodoxa. Ainda menino de colo, a família de Arsênio deixou a Turquia, migrando para a Grécia. Estabeleceram-se na Ilha de Corfú onde faleceu seu pai. Logo depois, partiram para Igoumentista e, finalmente, para Konitsa. Lá Arsênio recebeu seus estudos primários, trabalhando como carpinteiro. Durante a guerra civil na Grécia, Arsênio serviu como operador de rádio, entre 1945 e 1949.
Vida monástica
Após completar o tempo de serviço militar, em 1949, ingressou ao Monte Athos. Por questões familiares, porém, precisou se retirar naquele mesmo ano. No ano seguinte, Arsênio voltou à vida monástica: primeiro no monastério de Koutloumoussiou e, logo depois, no monastério de Esphigmenou onde foi tonsurado monge, no dia 27 de março de 1954 com o nome de Averkios. Naquele mesmo ano, precisou abandonar o monastério de Esphigmenou para trasladar-se ao de Filotheou, onde havia um tio seu que era também monge. Foi ali que recebeu o nome de Paísios. Entre 1958 e 1962, Paísios visitou seu povoado natal, na Turquia, para proteger aquela população de fortes ações proselitistas. Ao final deste período, mudou-se para o Monastério de Santa Catarina de Alexandria, em Monte Sinai, permanecendo lá por dois anos, até seu regresso ao Monte Athos, em 1964. Paísios levou então consigo as relíquias de Santo Arsênio da Capadócia que depositou no Monastério de São João, o Teólogo, em Sorouti. Em 11 de janeiro de 1966, recebeu o grande skima monástico, no monastério Stavronikita, uma espécie de grau dentro do monacato grego, concedido aos monges que, segundo se crê, tenham alcançado um alto nível espiritual. Nesse mesmo ano, sofreu uma cirurgia na qual teve extraída parte de seus pulmões. Precisando guardar rigoroso repouso, permaneceu no Monastério de São João, o Teólogo, de Sorousi. Em 1967, regressou ao Monte Athos, desta vez, ao Monastério de Koutloumoussiou, onde adquiriu grande notoriedade em todo o mundo ortodoxo. Muitos peregrinos, especialmente monges, acorriam de todas as partes para buscar seus conselhos e direção espiritual. Em 1993, por questões de saúde, precisou deixar o Monte Athos, regressando ao Monastério de Sorouti. Ali, entregou sua alma a Deus, no dia 12 de julho de 1994. Desde então, muitos são os peregrinos que visitam este lugar para venerar suas relíquias e a memória deste santo monge que partiu para os céus conhecido por sua vida santa.
Canonização
Canonizado pelo Santo Sínodo do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, em 13 de janeiro de 2015, como São Paísios de Monte Athos, tendo sua memória incluída na lista dos santos da Igreja Ortodoxa. Quatro dias depois, houve uma grande celebração no Monastério de São João, o Teólogo de Sorouti, onde permanecem suas relíquias. Participaram deste evento os principais hierarcas da Igreja Ortodoxa, entre eles, o Hegúmeno (Abade) do Monastério de Santa Catarina de Alexandria, de Monte Sinai. Em 25 de janeiro deste mesmo ano, foi consagrada a primeira igreja dedicada a São Paísios de Monte Atos, na cidade de Limasol, Ilha de Chipre.
São Paísios de Monte Athos,
intercede a Deus pela salvação de nossas almas!
FONTE: ronfea.gr | Wikipedia
FOTOS: ronfea.gr | Nikos Manginas | amen.gr |






















































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