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O Patriarca da Igreja Ortodoxa Siríaca esteve esta sexta-feira no Vaticano, onde foi recebido pelo Papa Francisco. Foto: DR

PATRIARCA ORTODOXO SIRÍACO DE ANTIOQUIA ENCONTRA-SE COM FRANCISCO DE ROMA.  

Por Filipe d’Avillez

O Papa Francisco recordou, esta sexta-feira, os dois bispos sírios que foram raptados há mais de dois anos, no contexto da guerra-civil da Síria.

Num encontro com o patriarca ortodoxo siríaco de Antioquia, Mor Inácio Aphrem II, esta manhã, no Vaticano, Francisco sublinhou as dificuldades pelas quais os cristãos têm passado, e continuam a passar, no Médio Oriente. Disse Francisco:

Santidade, rezemos juntos pelas vítimas desta brutal violência e de todas as situações de guerra no mundo atual. Recordo particularmente o metropolita Mor Gregorios Ibrahim e o metropolita da Igreja Greco-Ortodoxa Paul Yazigi, raptados em conjunto há mais de dois anos. Recordamos também alguns sacerdotes e tantas pessoas, de diferentes grupos, privados da liberdade. Peçamos ao Senhor a graça de estarmos sempre prontos a perdoar e de sermos operários da reconciliação e da paz. Isto é o que anima o testemunho dos mártires. O sangue dos mártires é semente de unidade da Igreja e instrumento de edificação do reino de Deus, que é um reino de paz e de justiça.

Mor Inácio Aphrem II é o líder da Igreja Ortodoxa Siríaca, que tem cerca de seis milhões de fiéis em todo o mundo e faz parte da comunhão de Igrejas Orientais que se separaram de Roma no século V, por causa do Concílio de Calcedônia.

Embora a maioria dos seus fiéis se encontrem na Índia ou na diáspora, as comunidades mais antigas, bem como o próprio patriarcado, encontram-se no Médio Oriente, nomeadamente na Síria, no Iraque e no Líbano. Estes cristãos, que são também conhecidos como assírios, têm sido duramente perseguidos desde o início da guerra civil na Síria e o avanço do autoproclamado Estado Islâmico.

Este facto, bem como o historial da Igreja, levou o Papa Francisco a descrevê-la como uma Igreja de mártires. “A sua Igreja, santidade, é uma Igreja de mártires desde o princípio e agora novamente, no Médio Oriente, onde continua a sofrer, juntamente com outras comunidades cristãs e outras minorias, as terríveis dores da guerra, da violência e da perseguição. Quanta dor! Quantas vítimas inocentes! Diante de tudo isto parece que os poderosos do mundo são incapazes de encontrar uma solução”.


Fonte: Renascença 

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