O líder máximo dos cristãos egípcios apelou hoje aos seus fiéis para desmobilizarem depois da violência registrada esta noite no Cairo que causou pelo menos 67 feridos, informa a Associated Press.
O Patriarca copta da Igreja Ortodoxa, Shenouda III, advertiu porém que foram os forasteiros que se infiltraram no grupo de manifestantes cristãos que tornaram a situação mais explosiva. Quinze mortos e uma igreja queimada foi o resultado de confrontos ocorridos no exterior da televisão estatal, no Cairo, durante uma semana de confrontos entre cristãos e muçulmanos. Cerca de 100 pessoas atacaram no sábado um grupo de cristãos que se manifestava no Cairo, em frente à sede da televisão estatal, reivindicando medidas que resolvam a tensão religiosa que o Egito atravessa. Os manifestantes encontravam-se à porta da sede da televisão estatal no Cairo, onde têm permanecido na última semana depois dos confrontos entre cristãos e muçulmanos que deixaram uma igreja em cinzas e causaram 15 mortos. Mais de 100 pessoas invadiram o local, atirando pedras e bombas incendiárias a partir de um carro, levando a polícia e os militares a dispararem para dispersarem a multidão, tendo sido detidas, pelo menos, 15 pessoas. Os confrontos religiosos e uma onda de violência crescente têm sido os maiores desafios que os militares egípcios têm enfrentado após as manifestações que conduziram à queda do ex-presidente, Hosni Mubarak. Os militares garantiram uma resposta firme à violência e prometeram responder a algumas reivindicações da população católica, incluindo a reabertura de cerca de 50 igrejas. CP/(PNE) Lusa/fim





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