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DIÁLOGO DO AMOR E DA VERDADE OU DIÁLOGO TEOLÓGICO?

teologo-grego-antonioO Professor Emérito da Faculdade Teológica de Tessalônica, Arcebispo Antônio Papadopoulos, acerca do Diálogo Teológico entre Católicos e Ortodoxos em vista de uma provável reconciliação, explora e analisa os textos produzidos desde 1965, quando a Igreja de Roma anunciou o levantamento das excomunhões enquanto a Igreja Ortodoxa formalizava o levantamento dos anátemas entre as Igrejas católica e ortodoxa. O texto, antes de tudo, esclarece que o termo ‘reconciliação’ não pode ser confundido com «gentileza», «cortesia» ou «diplomacia». O termo, antes de tudo, diz respeito a entrar em uma mesma sintonia, partilhar e reconhecer a mesma glória do Senhor Jesus crucificado, morto e sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, e que está sentado à direita de Deus Pai.

A comunhão e concórdia com este princípio tornam-se importantes no diálogo teológico sobre a unidade das Igrejas e de seus membros porque era este o princípio que fundamentalmente expressava a unidade dos apóstolos no mistério do Pentecostes. Não se trata, pois, de uma unidade social, moral, mas essencialmente teológica: comungavam da mesma verdade de fé. O reconhecimento dos Sacramentos da Igreja Ortodoxa no Concilio Vaticano II, o encontro em Jerusalém entre o Patriarca e o Papa e a remoção dos anátemas (1965) possibilitaram a continuidade das constantes visitas de delegações entre Roma e Constantinopla e o início do diálogo do amor (διάλογο τῆς ἀγάπης), do diálogo da verdade (διάλογο τῆς ἀληθείας) ou do diálogo Teológico (θεολογικό διάλογο).

O diálogo do Amor («διάλογος τῆς ἀγάπης) baseia-se no reconhecimento da falta de amor de ambas as Igrejas em deixar que questões políticas  sobrepujassem as questões doutrinarias na relação entre ortodoxos e católicos. O Diálogo do amor fez com que as Igrejas vissem no amor a fórmula e o início da caminhada (1965) na superação da falta de unidade. O diálogo da verdade (διάλογος τῆς ἀληθείας) que se seguiu àquele, gira em torno de questões dogmáticas e eclesiásticas e para isso foram realizadas várias reuniões (Munique 1982, Bari 1987, Ravena 1988, Freising 1990 e Balamand 1993, Ravena 2007). «O importante é que estes encontros, baseados no diálogo da verdade (διάλογος τῆς ἀληθείας), estão se dando de forma lenta, mas positiva e progressiva, com muita discussão, ponderação, sem fanatismos e dentro de uma perspectiva teológica. É preciso salientar ainda que esses encontros estabeleceram relações mais estreitas entre as Igrejas do Oriente e do Ocidente».

O segredo do retorno à comunhão está na compreensão do dialogo Teológico (θεολογικό διάλογο), baseado sempre em textos teológicos verdadeiros, sem política, sem pressão social. O Diálogo Teológico trará resultados positivos desde que seja baseado no amor, na verdade e, sobretudo, na teologia da Igreja que professa a fé no mesmo Cristo, vivo e Verdadeiro.

Fonte: Dogma.gr

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