Na reunião realizada em Istambul, os líderes de 12 das 14 igrejas da comunhão ortodoxa fixaram a data de 2016 para realizar um concílio ecumênico, pela primeira vez em 1200 anos. Representantes de 12 Igrejas Ortodoxas apelaram, no domingo, ao consenso e à paz na Ucrânia. Num comunicado emitido no final do encontro, que se realizou em Istambul, as Igrejas pediram “negociações pacíficas e reconciliação na oração para a atual crise na Ucrânia”, mas denunciaram também “ameaças de ocupação de igrejas e mosteiros sagrados”. A Igreja Ortodoxa da Rússia esteve presente no encontro. Na Ucrânia coexistem três Igrejas Ortodoxas, uma sob o Patriarcado de Moscou e outras duas independentes, que alegam ser igrejas nacionais, mas que não são ainda reconhecidas pela comunhão ortodoxa, sobretudo por oposição da Rússia, que alega a soberania sobre os ortodoxos naquele país. Por essa razão não estava qualquer hierarca ucraniano no encontro.
O evento, já por si um acontecimento raro, realizou-se para decidir uma data para um Concílio Ecumênico ortodoxo, que não se realiza há cerca de 1200 anos.
Este concílio, verdadeiramente histórico, terá lugar em 2016, em Istambul (Constantinopla), onde se encontra a sede do Patriarca Ecumênico, “primus inter pares” dos patriarcas ortodoxos. Por insistência de Moscou todas as decisões serão tomadas por consenso.
A comunhão ortodoxa tem enfrentado diversos desafios ao longo das últimas décadas, nomeadamente por causa dos regimes comunistas que reprimiram a Igreja em diversos países, como a Rússia, Sérvia, Bulgária, Romênia e Geórgia. O Concílio procurará encontrar um novo equilíbrio nesta comunhão, a segunda maior do mundo cristão depois da Igreja Católica, respeitando, contudo o princípio da autocefalia, ou autonomia, das igrejas locais. A comunhão ortodoxa é composta por 14 igrejas autocéfalas, mas duas não marcaram presença neste encontro, nomeadamente a Igreja da República Checa e Eslováquia, e a Igreja de Antioquia, com sede em Damasco.
Fonte: RENASCENÇA










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