Ecumenismo: Papa recebeu segunda figura da Igreja Ortodoxa da Rússia
12 /11/2013 (ECCLESIA) – O Papa Francisco recebeu hoje no Vaticano a segunda figura da Igreja Ortodoxa Russa, o Metropolita Hilarion de Volokolamsk, revelou a sala de imprensa da Santa Sé. O encontro privado entre Francisco e o presidente do Departamento para as Relações Eclesiásticas Externas do Patriarcado de Moscou decorreu na Casa de Santa Marta, onde o Papa reside. Hilarion vai participar, nesta quarta-feira, do encontro «Ortodoxos e católicos juntos pela família», organizado pelos Conselhos Pontifícios para a Família e para a Promoção da Unidade dos Cristãos, para além do Patriarcado Ortodoxo. A hipótese de um encontro inédito entre o Papa e o Patriarca Cirilo I, de Moscou, tem sido adiantada por vários responsáveis das duas Igrejas, sem qualquer confirmação oficial até ao momento. (OC)
Síria: Extremistas querem «apagar presença cristã» considera Igreja Ortodoxa Russa
O Metropolita Hilarion afirmou que as forças radicais no Médio Oriente pretendem «exterminar os cristãos na região, para apagar a presença do cristianismo» e pediu às potências mundiais que protejam os cristãos. Hilarion, responsável pelo departamento das relações externas da Igreja Ortodoxa Russa, pediu aos clérigos muçulmanos que também se esforcem para «combater o extremismo, a fim de evitar a eclosão de conflitos religiosos», adianta a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) através da agência de notícias russa Novosti. A Igreja Ortodoxa Russa pretende também estar presente no Encontro Internacional do Clero organizado pelo Conselho Mundial de Igrejas antes da realização da conferência da paz para a Síria, em Genebra. Na sexta-feira, o Metropolita pediu ainda às potências mundiais que enfrentem o extremismo para «protegerem os cristãos». A organização não-governamental «Human Rights Watch» revelou que mais de 1500 pessoas que fugiram da guerra civil síria estiveram detidas durante semanas ou meses no Egito antes de terem sido expulsas do país, divulga a AIS. A instituição de defesa dos Direitos Humanos divulgou ainda que cerca de 300 pessoas continuam detidas «arbitrariamente» em celas nas esquadras de polícia «sobrelotadas», incluindo 211 palestinos vindos da Síria.






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