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PAPA CONVIDA ORTODOXOS PARA DIÁLOGO SEM MEDO

Delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla foi recebida em audiência, no Vaticano. O Papa recordou que o encontro e o verdadeiro diálogo devem continuar, sem medo ou constrangimentos

Texto Francisco Pedro | Foto Rádio Vaticana | 28/06/2013

papa-e-ortodoxos-2013A procura da unidade entre os cristãos é uma urgência à qual, hoje mais do que nunca, os católicos e ortodoxos não podem fugir, realçou o Papa Francisco, esta sexta-feira, 28 de junho, numa audiência em Roma, Itália, com os membros da Delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, que se deslocaram ao Vaticano para integrar a festa de São Pedro e São Paulo.

«No nosso mundo sedento de verdade, amor, esperança, paz e unidade, é importante para o nosso próprio testemunho poder finalmente anunciar a uma só voz a boa nova do Evangelho e celebrar juntos os Mistérios Divinos da vida nova em Cristo! Nós sabemos bem que a unidade é um dom de Deus para o qual devemos rezar incessantemente, mas a todos nós cabe a tarefa de preparar as condições, de cultivar o terreno do coração, para que esta graça extraordinária seja acolhida», afirmou Francisco.

Desde 1969 que os ortodoxos se deslocam a Roma para participar na solenidade de São Pedro e São Paulo, que se celebra anualmente a 29 de junho, enquanto uma delegação católica romana marca presença na festa de Santo André, padroeiro da Igreja de Constantinopla. Dentro deste espírito ecumênico, foi criada uma comissão mista internacional para o diálogo teológico, que já criou vários textos comuns e estuda agora a relação teológica e eclesiológica entre primado e sinodalidade na vida da Igreja.

«É significativo que hoje se consiga refletir em conjunto, na verdade e na caridade, sobre essas temáticas, iniciando por aquilo que nos une, sem todavia esconder aquilo que ainda nos separa. Não se trata de um mero exercício teórico, mas de conhecer profundamente as recíprocas tradições para compreendê-las e, às vezes, aprender com elas», afirmou o Papa, congratulando-se pelo facto do diálogo entre católicos e ortodoxos não se ficar pelo «minimalismo teológico», mas procurar aprofundar a única verdade que Cristo doou à sua Igreja.

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