Texto Francisco Pedro | Foto Lusa | 04/06/2013
Coligação Nacional da oposição síria assegura que os prelados foram visitados por um médico e «estão bem de saúde». Estarão sequestrados numa zona fora do controlo dos governos da Síria e da Turquia
A informação foi dada pelo diretor da Coligação Nacional da oposição síria, Abdul Ahad Steipho, e encheu de esperança os responsáveis pela Igreja Ortodoxa na Síria. Segundo o dirigente, «um médico visitou os dois bispos», sequestrados há mais de um mês, e assegurou que ambos «estão bem de saúde». No entanto, os prelados encontrar-se-ão numa zona entre a cidade de Aleppo e a fronteira com a Turquia, território que está sob o domínio de grupos armados e fora do controlo quer do governo sírio, quer do governo turco.
«Lançamos um apelo para entender o que querem os grupos que os detêm, e porque publicam provas certas, como fotos e vídeos, para confirmar que estão vivos. Estamos prontos a fazer qualquer coisa por eles: queremos entrar em contato com os sequestradores. Ainda não sabemos nada ao certo. Por isso, continuamos a manter estreito contato com os governos, com a oposição síria e com os líderes islâmicos».
Afirmou à agência Fides o bispo assistente do Patriarcado Sírio-ortodoxo de Antioquia, Timoteo Matta Fadil Alkhouri. Os dois bispos – o sírio-ortodoxo Gregorios Ibrahim e o greco-ortodoxo Paul Yazigi – foram sequestrados a 22 de abril, em Kafr Dael, perto de Aleppo, durante uma operação humanitária. Os prelados estariam a tentar resgatar dois padres sequestrados em fevereiro e já teriam mesmo chegado a acordo com os sequestradores, mas alguma coisa correu mal e ficaram também eles sequestrados.






Seja o primeiro a comentar