LISBOA, Portugal, 07 Jan [Ecclesia] O presidente da França, Nicolas Sarkozy, declarou hoje que não admite “o que se assemelha cada vez mais a um plano particularmente perverso de depuração religiosa” no Médio Oriente. A declaração do Chefe de Estado, citada pela AFP, segue-se às recentes perseguições e atentados dirigidos às comunidades cristãs daquela região, nomeadamente os coptas. A posição de Sarkozy foi proferida durante os votos de ano novo às autoridades religiosas do país, às quais se juntou excepcionalmente este ano o representante dos coptas em França, padre Girguis Lucas. A palavra ‘copta’ alude à cultura herdeira do Egipto dos faraós, que é conservada nas celebrações litúrgicas, a par das tradições da comunidade judaica de Alexandria. A cidade, localizada a 200 km ao norte do Cairo, está entre os primeiros cinco patriarcados do cristianismo e é sede da Igreja ortodoxa copta. Um atentado com um carro armadilhado perpetrado a 1 de Janeiro junto a uma igreja ortodoxa de Alexandria provocou pelo menos 21 mortes e 79 feridos. A Igreja copta ortodoxa de França foi instituída em 1994, vinte anos depois da sua fundação no país.

Cristãos do Oriente: Presidente francês denuncia plano de «depuração religiosa»
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