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Ataques a alvos cristãos deixam pelo menos cinco mortos em Bagdá

Braço da Al-Qaeda alega que todos os cristãos no país são alvos legítimos

igreja-iraqueUma série de explosões e ataques com morteiros contra alvos cristãos mataram pelo menos cinco pessoas e deixaram mais de 20 feridos em Bagdá, capital do Iraque. Seis distritos com população majoritariamente cristã foram atingidos. Ainda é incerto o número de cristãos mortos nos ataques. Segundo uma autoridade que falou à agência AFP, sob a condição de anonimato, dois morteiros e dez bombas caseiras atingiram residências cristãs em diferentes bairros de Bagdá entre 6h e 8h locais (1h e 3h, pelo horário de Brasília). No último dia 31, mais de 40 pessoas morreram depois que ativistas invadiram uma catedral síria-católica. O grupo Estado Islâmico para o Iraque – um braço da Al-Qaeda – reivindicou a ação, dizendo que queria forçar a libertação de muçulmanos convertidos que estariam sendo detidos pela Igreja Ortodoxa Copta no Egito. O correspondente da BBC em Bagdá Jim Muir afirma que a intenção dos ataques é ressaltar a ameaça feita pelo Estado Islâmico para o Iraque de que todos os cristãos no país são alvos legítimos. Um total de 34 cristãos iraquianos e um guarda muçulmano feridos na catedral foram levados à França para receber tratamento médico. O governo francês já afirmou que dará asilo àqueles que pedirem.

ÊXODO

No fim de semana, o arcebispo ortodoxo iraquiano Athanasios Dawood pediu, em Londres, que os cristãos do Iraque – cerca de 600 mil – deixem o país, devido ao suposto perigo que todos correm. «Se ficarmos, eles nos matarão», disse. No entanto, no Iraque, clérigos e políticos têm pedido que os cristãos – presentes no país há mais de 2 mil anos – não fujam. O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, disse, segundo a agência EFE, que lamenta que «o governo de Bagdá não proteja os cristãos. É um problema que já discutimos com as autoridades iraquianas e que esperamos que seja levado em consideração». Enquanto isto, líderes políticos iraquianos estão em meio a negociações para resolver a paralisia política do país, que ainda não conseguiu formar um governo desde as inconclusivas eleições gerais de março.

Fonte:  BBC Brasil – BBC BRASIL.com

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