Neste duplo aniversário, 70 anos de Taizé e os cinco anos da morte do irmão Roger, são muitas as mensagens que chegam à Comunidade.
O Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, afirma que «Taizé tornou-se um verdadeiro centro, um ponto de convergência e de encontro. Um lugar de aprofundamento na oração, na escuta e na humildade. Um lugar de respeito pela tradição do outro. O reconhecimento do outro, do seu rosto e, portanto, do seu ser – pré-requisito necessário a um amor à imagem daquele que nos amou ‘sem limites’».
O Patriarca Cirilo, de Moscou recorda os vários encontros que teve com o irmão Roger. «Conjugar a fidelidade aos ensinamentos dos Padres da Igreja com uma atualização criativa no ministério missionário entre os jovens de hoje caracterizava o caminho do irmão Roger, tal como o da Comunidade por ele fundada».
O Papa Bento XVI espera que «o seu testemunho de um ecumenismo de santidade nos inspire no nosso caminho para a unidade e que a vossa Comunidade continue a viver e a fazer brilhar o seu carisma, especialmente junto das gerações mais jovens!».
Por seu lado, o arcebispo de Cantuária, Rowan Williams assinala que «continuamos a celebrar o irmão Roger como alguém que nos dá confiança na ressurreição e que nos desafia a viver pela ressurreição. À luz do seu testemunho, tornamo-nos livres para olhar as crises e traumas do nosso».
O secretário Geral da Federação Luterana Mundial, Ishmael Noko considera que a morte do irmão Roger deve trazer a consciência de que «ele foi testemunha de uma outra visão para a vida». O empenho de Taizé «pela reconciliação, a paz e a unidade da humanidade é mais atual que nunca», acrescenta. O secretário Geral da Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas (CMIR), Setri Nyomi aponta o impacto que Taizé tem na vida de milhares. «Taizé sabe o que está no coração de Nosso Senhor Jesus Cristo: que os jovens são importantes», defende. A Comunidade «é um modelo para estas atenderem às necessidades espirituais e materiais do povo de Deus e, mais particularmente, dos jovens», diz o secretário Geral do Conselho Ecumênico das Igrejas, Olav Fykse-Tveit.
Neste duplo aniversário vai ser publicado um pequeno livro para os jovens, com textos essenciais do irmão Roger, «Viver para amar». O irmão Alois escreve, no prefácio, que estas páginas permitem descobrir a vida e o pensamento do irmão Roger. «A herança que deixou está viva. Ele tinha uma certeza: Deus está unido a todo o ser humano, mesmo àqueles que não têm consciência disso. Nesta confiança na presença de Deus, ele encontrava uma paz que procurava comunicar aos outros», lembra.






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