Honorabilíssimos Irmãos
Filhos bem-amados no Senhor,
Glorificamos o Deus Unitrino, que uma vez mais nos guiou como Igreja ao venerável e abençoado período da Santa e Grande Quaresma, arena da disciplina física e espiritual e da luta ascética, a fim de nos conformarmos em humildade à Cristo na jornada desta Santa e Grande Semana e à Ressurreição do Senhor.
A disciplina ascética, é claro, não é algo exclusivo da Santa e Grande Semana; nem é simplesmente uma questão de preocupação e obrigação para os monges; tampouco é resultado de influência externa sobre o ethos cristão, ou um elemento estranho em nossa vida devocional. O ascetismo pertence ao cerne da existência cristã e da vida da Igreja. Constitui um chamado de Cristo aos seus fiéis e um testemunho de Sua presença salvadora em nossas vidas. Como crentes, não nos dirigimos a um Deus impessoal ou inacessível, mas ao Verbo encarnado que revelou o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo, a plenitude da graça e da liberdade. Neste sentido, repleto de bênçãos divinas e experiências especialmente profundas, a Santa e a Grande Quaresma permanece uma expressão dinâmica e a revelação do tesouro e da verdade da vida da igreja em sua plenitude.










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