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O Patriarca Bartolomeu, que adora sua terra natal, Imvros, passa por ela sempre que tem uma chance. (Foto Nikos Manginas)

Patriarca Ecumênico: «Não permanecer inerte diante do sofrimento e da destruição da criação»

A mensagem do Patriarca Ecumênico para o «Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação», celebrado em 1º de setembro, aborda vários temas da atualidade. Bartolomeu lembra que as iniciativas para delimitar a pandemia são um dever pastoral da Igreja.

Por Debora Donnini eMariangela Jaguraba – Vatican News

«Rezemos pela rápida superação das consequências da crise de saúde e pela iluminação do alto dos governantes de todo o mundo», para que não persistam nos princípios de organização da vida econômica, da produção e do consumo, e da extenuante exploração dos recursos naturais que existiam antes da pandemia. Esta é uma das direções em que se orienta a mensagem do Patriarca Ecumênico, por ocasião do «Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação», celebrado em 1° de setembro. Uma das atuais frentes em que seu olhar se concentra é, sem dúvida, a provocada pela difusão da Covid-19. Espera-se, neste sentido, que termine a «divulgação de opiniões pseudocientíficas sobre o perigo das vacinas contra o coronavírus», a difamação de especialistas e a subestimação desequilibrada da gravidade da doença». «Infelizmente», escreve o Patriarca, «também se difundem teses semelhantes sobre as mudanças climáticas, sobre as causas e suas consequências fatais A realidade é completamente diferente e «é necessário um sentido de responsabilidade».

Iniciativas para delimitar a pandemia

Ainda no que se refere à difusão da Covid-19, Bartolomeu recorda que, neste período difícil, tomar iniciativas para delimitar a pandemia constitui «um dever pastoral fundamental para a Igreja». «Uma injunção ética categórica é também apoiar o acesso geral à vacinação contra o coronavírus, em primeiro lugar para os povos mais pobres», frisa o Patriarca.

A indiferença é ultraje a Deus

Para o Patriarca Ecumênico de Constantinopla é «inconcebível permanecer inerte» mesmo «conscientes dos grandes desafios comuns atuais para a raça humana». «A indiferença em relação aos nossos irmãos que sofrem e a destruição da ‘belíssima’ criação é um ultraje a Deus e uma não observância de seus mandamentos. Onde há respeito pela criação e amor tangível pelo ser humano ‘amado por Deus’, ali Deus está presente».

Concatenação de todas as coisas

O contexto mundial no qual se insere o seu discurso, e no âmbito do «Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação», é marcado por intensos fenômenos atmosféricos por cauda das mudanças climáticas, inundações catastróficas e incêndios, bem como pela pandemia de coronavírus e suas consequências sociais e econômicas. Diante desta realidade, porém, Bartolomeu observa que as medidas restritivas de locomoção e a imposição de limites à produção biomecânica levaram a uma redução de substâncias poluentes, sendo «um ensinamento significativo sobre a concatenação de todas as coisas no mundo».

A vida da Igreja é respeito pela criação e cuidado das pessoas

A respeito do compromisso do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, recorda-se que uma Comissão oficial de teólogos foi nomeada «para preparar um texto sobre as consequências sociais de nossa fé, sobre a missão social e o testemunho da Igreja Ortodoxa no mundo contemporâneo». «Pela vida do mundo. Rumo a um ethos social da Igreja Ortodoxa» é o título deste texto aprovado «pelo nosso Santo e Sagrado Sínodo», escreve Bartolomeu. É ressaltado que «tanto o comportamento amigável em relação ao ambiente, quanto o reconhecimento da sacralidade da pessoa humana, são uma ‘liturgia após a liturgia’, dimensões vitais da realidade eucarística da Igreja». «A vida da Igreja é o respeito tangível pela criação, lugar e maneira da cultura da pessoa e da solidariedade».

Fonte: VaticanNews

Um Comentário

  1. Eleuterio costa Eleuterio costa 13 de setembro de 2021

    Se ficar andando com o papa só vai falar de ecologia e esquecer a salvação, papel mais importante da Igreja.

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