Pressione "Enter" para pular para o conteúdo
Patriarca Bartolomeu tendo ao lado o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy e o Metropolita Epidanio I (foto: Igreja Ortodoxa da Ucrânia)

Patriarca Ecumênico de Constantinopla faz histórica visita à Ucrânia


País comemora 30 anos de independência. Visita é a primeira do líder religioso após o reconhecimento da Igreja Ortodoxa da Ucrânia em 2019

A Ucrânia, no leste europeu, comemorou nesta terça-feira, 24 de agosto de 2021, os 30 anos de sua independência, ocorrida nesta data em 1991, após o colapso da extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Para celebrar a data, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, convidou para uma visita ao país o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu, que chegou ao território ucraniano na sexta-feira, 20. “Para mim pessoalmente, para a Ucrânia, para todos nós, é uma grande honra que nos acompanhe neste dias tão importantes”, disse o presidente ucraniano ao recebe-lo. No sábado, 21, o Patriarca Bartolomeu e o líder da nova Igreja Ortodoxa da Ucrânia, o Metropolita Epifânio, participaram de uma liturgia conjunta na Catedral de São Miguel, em Kiev, na capital do País. Tratou-se de um momento histórico. Em janeiro de 2019, Bartolomeu concedeu um Tomo de independência ao chefe da nascente Igreja Ortodoxa da Ucrânia, oficializando, assim, o rompimento desta com a Igreja Ortodoxa Russa. Na segunda-feira, 23, Bartolomeu reuniu-se com membros do Conselho de Igrejas e organizações religiosas da Ucrânia. Há 25 anos que o Conselho existe e coopera para a paz e a compreensão. Rússia e Ucrânia vivem um contexto de conflito desde 2014, quando os russos anexaram ao seu território a península de Crimeia, que ainda hoje é reconhecida internacionalmente como pertencente à Ucrânia. Desde então, mais de 14 mil pessoas já morreram nos conflitos. Após a decisão de Bartolomeu, em 2019, a Igreja Ortodoxa Russa rompeu (unilateralmente) laços com o Patriarcado de Constantinopla, em Istambul. Os cristãos e o clero tiveram a opção de permanecer filiados à igreja russa ou à nova ucraniana.

Com informações de: O São Paulo | AP News e Igreja Ortodoxa da Ucrânia

Seja o primeiro a comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *