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União Européia prestará assistência à Grécia

16 países da zona do euro aprovaram o plano elaborado pela França e pela Alemanha para salvar a Grécia. A decisão de prestar ajuda financeira para Atenas, que experimenta dificuldades com o refinanciamento da dívida de 300 milhões de euros e com o déficit orçamentário, foi tomada na cúpula da UE em Bruxelas. Para respaldar os países da zona do euro, que se encontra em crise, decidiu-se implementar um instrumento de concessão de crédito de emergência que pode ser usado, não apenas no caso envolvendo a Grécia, mas também para prestar ajuda a qualquer outro país da UE, no caso de não terem a possibilidade de captar crédito nos mercados financeiros a taxas razoáveis.

Os autores do plano imaginam o procedimento como segue: Grécia enviará um pedido oficial ao Eurogrupo. Uma vez aprovado, Atenas receberá os créditos. Neste caso, grande parte dos encargos financeiros recairão sobre os governos de 16 países e o restante sobre o Fundo Monetário Internacional. Embora os detalhes do plano ainda não tenham sido acordados completamente, assinala o especialista do Instituto Europeu da Academia de Ciências da Rússia, Vladislav Belov. «Existe apenas a visão de que a UE, em conjunto com o FMI, está disposta a prestar ajuda à Grécia. O montante e o mecanismo específico ainda não foram definidos. Portanto, cabe considerar que esta é uma etapa intermediária no caminho para a superação da crise. Porém, o próprio processo avança, há espaço para discussões e se busca os mecanismos concretos e, pelo menos, supõe-se que funcionarão. Não se pode, porém, subestimar o significado da decisão. O respaldo por parte dos principais países da Comunidade Européia pode aumentar a confiança dos mercados financeiros na Grécia e, paralelamente, reduzir as possibilidades de um jogo especulativo em torno do país. Em última análise, isso vai evitar a possibilidade de ocorrer um colapso financeiro. Além disso, segundo o ministro das Finanças da Grécia, Giogios Papaconstantinou, pode acontecer que Atenas não tenha necessidade de executar o plano de anticrise. Daqui para frente, o curso dos fatos dependerá, em boa medida, dos mercados: se acreditarão na seriedade das intenções dos líderes europeus em restabelecer a ordem na área do euro.

Os participantes da cúpula da UE na capital belga, não apenas se limitaram às questões de sobrevivência da Grécia, mas também tomaram a decisão global de desenvolver medidas que visem garantir a ordem financeira. Trata-se de limitar ao máximo admissível de 3% do PIB a previsão de déficit orçamentário nos países da UE. Para tanto, a cúpula encomendou ao presidente da UE, Herman Van Rompuy, que seja preparado, para o final deste ano, o plano de criação do governo econômico da União sobre a base do Conselho da Europa. Deste modo, o recrudescimento da política financeira e econômica da União Européia, torna-se uma realidade. [Fonte: RUVR | Trad.: Pe. André]

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