Pressione "Enter" para pular para o conteúdo

Metropolita Alexander condena massacre de cerca de 500 cristãos na Nigéria

Metropolita Alexander: «A Igreja condena todos os atos de violência em nome de Deus»

Nigeria_Alexandros(Romfea.gr) O Metropolita Alexander da Nigéria falou com o site romfea.gr manifestando sua consternação pelos horríveis episódios de violência na Nigéria, onde mais de 500 moradores de aldeias cristãs da etnia berom, em sua maioria mulheres e crianças, foram mortos em um ataque violento de pastores muçulmanos da etnia fulani. O arcebispo expressou a sua dor e preocupação com os conflitos religiosos que tiveram início há alguns anos na região norte da Nigéria. «A Igreja Ortodoxa condena veementemente e refuta qualquer ato de violência em nome de Deus, onde quer que se apresente. Condena ainda todos aqueles que usam descaradamente o nome de Deus para alcançar objetivos políticos e econômicos. Basicamente, esses conflitos são essencialmente religiosos, apesar de que, as alegações de alguns parecem indicar que tenha motivação na posse e uso de terras férteis da região», destacou a Romfea o Metropolita Alexander. Ademais, o Arcebispo da Nigéria acrescentou que: «É verdade que nos últimos anos, o fanatismo religioso e conflitos em outras partes do mundo são reproduzidos em outras regiões, como a Nigéria e servem, segundo creio, a projetos e interesses geopolíticos que objetivam causar tensões com implicações que comprometem a unidade do país, como é o caso agora» […] O arcebispo da Nigéria falou sobre o diálogo com o Islã, expressando as suas preocupações e observando que «a Igreja Ortodoxa na Nigéria participa em todos os níveis no diálogo com o Islã e trabalha conjuntamente em vista de problemas mais prementes para a comunidade local», como AIDS, educação, drogas etc., manifestando sua profunda preocupação com o fundamentalismo islâmico nos círculos mais conservadores e a tentativa de impor a lei islâmica (shariah), o que implica em violação dos direitos humanos. Concluindo, o Arcebispo Alexander disse que «Vamos prosseguir nossa luta pela paz, reconciliação, tolerância e a aceitação do outro, não importando quem quer que seja e onde quer que esteja». Vale lembrar que Sua Eminência, o Arcebispo da Nigéria, participou como um dos principais colaboradores no 3º Fórum Mundial organizado pela UNESCO em 2003 na Nigéria, para neutralizar os conflitos religiosos, étnicos e raciais no país.

O governo de Plateau anunciou um funeral coletivo para as vítimas. O presidente interino da Nigéria, Goodluck Jonathan, se reuniu com as agências de segurança do Estado e afirmou que os soldados estão em alerta vermelho. O massacre aconteceu mesmo com a imposição de um toque de recolher, que vigora na região das 18h às 6h desde janeiro passado. Os conflitos envolvendo cristãos e muçulmanos na Nigéria deixaram mais de 12 mil mortos desde 1999, quando foi implantada a shariah (lei islâmica) em 12 Estados do norte do país. [Foto: Bonis]

Seja o primeiro a comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *