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Igrejas advogam direitos das minorias religiosas na Turquia

Uma delegação ecumênica internacional que visitou a Turquia, no final de novembro, encorajou as autoridades do país a melhorar a situação das minorias religiosas. O exercício da liberdade religiosa, o direito à educação religiosa e o status jurídico das igrejas, incluindo questões relativas à propriedade foram, foram alguns dos temas tratados. A delegação, composta por cinco membros representantes do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e a Conferência das Igrejas Européias (KEK), visitou a República da Turquia, predominantemente muçulmana, de 23 a 27 de Novembro. Em Istambul, a delegação reuniu-se com Patriarca Ecumênico Bartolomeu I, com o Arcebispo Aram Atesiam, do Patriarcado Armênio, representantes da comunidade sírio-ortodoxa e com representantes da comunidade judaica. Em Ancara, a capital, a delegação realizou um encontro com membros do monastério sírio-ortodoxo de Mar Gabriel, dirigido pelo Arcebispo Mar Timothy Samuel Aktas.Entre as dificuldades enfrentadas pelas igrejas na Turquia, estão o não reconhecimento do status «ecumênico»  do Patriarca e do Patriarcado, como também os obstáculos encontrados para a reabertura  da Escola Teológica de Halki (Heibeliada).

O Patriarcado Armênio salienta as restrições que sofrem quanto aos direitos relativos à propriedade de vários edifícios das igrejas, escolas, hospitais e salienta que há, por parte do governo, negligência na conservação do patrimônio cultural e religioso. A comunidade  síria-ortodoxa deplora a disputa em torno do monastério de Mar Gabriel. Segundo o informativo anual do Departamento de Estado dos Estados Unidos sobre a liberdade religiosa internacional, na Turquia existe «uma grave violação da liberdade religiosa». O Comissário para os Direitos Humanos do Conselho da Europa assinalou deficiências com respeito aos direitos culturais e aos direitos de propriedade das minorias. Mesmo assim, um informe da Fundação turca de Estudos Sociais e Econômicos reconhece que o país «descumpre o direito à propriedade das minorias religiosas». A delegação expôs as preocupações das referidas  igrejas na reunião que teve com o vice primeiro ministro Bülent Arınç, com o presidente para os assuntos religiosos (máxima autoridade islâmica no pais), com o presidente do Comitê Nacional de Educação, Cultura, Juventude e Esportes da  grande Assembléia Nacional da Turquia. As autoridades turcas comprometeram-se em permitir que as minorias religiosas do país possam exercer seu direito à liberdade religiosa. Outra, das questões que foram discutidas,  foi o papel que possam desempenhar as igrejas e as organizações ecumênicas internacionais no apoio à integração da Turquia na União Européia. Este mesmo assunto foi abordado na sede do Jornal Zaman, onde a delegação debateu com os jornalistas turcos o papel dos meios de comunicação com  respeito às minorias religiosas. Esta delegação estava composta do pastor Kjell Magne Bondevik, moderador da Comissão das Igrejas para Assuntos Internacionais; o pastor Dr. Konrad Raiser, ex-secretário geral do CMI; a pastora Lena Kumlin, assessora legal para os assuntos da União Européia da Igreja Evangélica Luterana da Finlândia; o pastor Rüdiger Noll, secretário geral associado da CIE; e Christina Papazoglou, encarregada do Programa dos Direitos Humanos do CMI. [Fonte: Ortodoxia.org | CMI]

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