Em 25 de maio, nas comemorações do Dia da Pátria, o Arcebispo Metropolitano de Buenos Aires e América do Sul, Dom Iosif, participou do Te Deum, especialmente convidado pelo Ministério de Culto da Argentina.

Dom Iosif foi calorosamente recepcionado pelo anfitrião, S.E.R. Dom Mário Aurélio, Cardeal Polio, arcebispo de Buenos Aires, juntamente com seus bispos auxiliares Mons. Joaquín Sucunza – Vigário Geral -, e Mons. Enrique Eguía Seguí, bem como o Decano da Catedral Rev. Pe. Alejandro Russo. Tdodas as medidas sanitárias próprias das circunstância foram cuidadosamente observadas.
Também participaram do ofício religioso a rabina Silvina Chemen, Rabina, a Pastora Wilma Rommel e Shaykh Abdel Nabi Alhifnawi.

O ofício doxológico naturalmente para a ocasião fundiu-se com uma atitude de profunda e sincera oração pelas circunstâncias que nosso país – e o mundo inteiro – vivem devido à pandemia do COVID-19.
Em uma catedral vazia, a celebração sem precedentes foi liderada pelo cardeal Poli que fez a tradicional homilia. O tema da reflexão foi retirado da pericópe do Evangelho proclamado: a “Parábola do Bom Samaritano”. Os valores da solidariedade, da preocupação fraterna e da compreensão foram destacados como pilares de uma sociedade que deve entender que, em determinadas situações, é necessário pensar na coletividade, deixando de lado qualquer tipo de individualismo.

Referindo-se ao “próximo”, o Cardeal enfatizou que: “Jesus nos ensina que não se trata de ‘meu próximo’, aquele que escolho, aquele que se ajusta ao meu tempo e não interrompe minha vida nem meus planos. O próximo, por exemplo, é aquele que se apresenta casualmente e necessita de algo de mim, que não estava previsto, que interrompe meu caminho, atrapalha minha agenda, meus planos, e me faz parar e curvar-me. Tudo vai depender de como olhamos, como estendemos nossas mãos obedecendo o que o coração dita, porque ele nos encoraja ao compromisso, a sermos solidários e a dar com alegria, sem mesquinharia.”

Ele também destacou o trabalho e a missão realizados por todos os “bons samaritanos” que nos ajudam nessas horas sombrias e se comportam – mesmo arriscando suas vidas – como exemplo evangélico.
Após uma série de súplicas e a oração do Pai-Nosso, o arcebispo Iosif proclamou uma bênção na língua helênica e recitou uma oração de intercessão para que o Senhor Deus cesse o flagelo pelo qual passa toda a humanidade.

O culto terminou com os participantes cantando o Hino Nacional da Argentina.
Fonte: ortodoxia.com.ar










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