“Não existe nenhum marco normativo para uma revisão do processo conciliar já iniciado”: é o que afirma um comunicado divulgado no dia 6 de junho pelo Patriarcado Ecumênico, ao término da sessão extraordinária do Sínodo Permanente, que se reuniu sob a presidência do Patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I, para examinar o processo de convocação do Concílio Pan-ortodoxo, programado para a ilha grega de Creta, entre os dias 19 a 26 de junho.
A reportagem é do jornal L’Osservatore Romano, 08-07-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto para publicação em IHU.

O Sínodo, afirma-se, “com surpresa e espanto, tomou conhecimento das posições e dos pontos de vista recentemente expressados por algumas Igrejas Ortodoxas irmãs e, depois de as ter avaliado”, essencialmente, confirma a realização do histórico evento na data prevista.
Portanto, “espera-se que os Primazes das Igrejas Ortodoxas, como previsto pelo regulamento para a organização e o funcionamento do Santo e Grande Concílio, apresentem as eventuais ‘propostas de modificação, correções e acréscimos aos textos aprovados por unanimidade pelas conferências pré-conciliares pan-ortodoxas e pelas sinaxes dos primazes sobre os temas em pauta’ (cf. ponto 11), para uma solução e uma decisão finais, durante os trabalhos do Concílio” mesmo.
O Patriarcado Ecumênico, “como Igreja primacial para a tutela da unidade da Ortodoxia, chama todos a estarem à altura das circunstâncias e a participar, de acordo com a pauta predeterminada, dos trabalhos do Santo e Grande Concílio, como decidido de modo pan-ortodoxo e assinado tanto pelos Primazes durante as suas sinaxes, quanto pelos delegados de cada uma das representações durante todo o longo processo preparatório do Concílio”.













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