No dia 20 de junho foi inaugurado oficialmente o Novo Museu da Acrópole em Atenas. O prédio que abriga o novo Museu foi projetado pelo arquiteto Bernard Tschumi e custou 130 milhões de euros. A expectativa é de que o museu seja visitado por mais de dois milhões de visitantes cada ano. O Museu, cuja arquitetura foi baseada em concreto e vidro, situa-se aos pés da Acrópole e permite aos visitantes contemplar a rocha sagrada e ao mesmo tempo as esculturas e as peças exibidas. O último andar, todo ele revestido de vidro, permite ao visitante contemplar as esculturas do Partenon sob a luz natural da Grécia e ver ao mesmo tempo o templo no alto da Acrópole. O Ministro da Cultura da Grécia, Antonis Samaras, fez da inauguração do Museu um evento cultural internacional que se estendeu por três dias, com convidados oficiais de todo o mundo, reis, governantes, jornalistas, diretores de museus e membros de comunidades científicas. Representantes do Comitê Brasileiro para a Reunificação das Esculturas do Partenon compareceram à cerimônia de inauguração do Museu no dia 18 de junho, como convidados oficiais.
O Retorno das Esculturas do Partenon para a Grécia
As esculturas do Partenon são um conjunto magnífico de artefatos em mármore do templo da deusa Atena, situado no alto da Acrópole de Atenas na Grécia. Estas esculturas são parte integrante do conjunto arquitetural do monumento, o qual possui beleza e importância únicas para a humanidade. O monumento foi agraciado com o título de Patrimônio Mundial pela Unesco e é reconhecido por todos como o símbolo maior da liberdade e da democracia, pois ele representa os ideais humanísticos que estavam em voga na época de sua construção, no auge do séc. V a.C., que constituem a base do pensamento ocidental.
A campanha para a Reunificação das Esculturas do Partenon tem como objetivo reunir no Novo Museu da Acrópole de Atenas todas as peças arquitetônicas e esculturais do monumento que se encontram em outros museus, para que elas possam ser visitadas e também estudadas em conjunto e no seu contexto original, com uma visão plena do monumento, oferecendo assim uma oportunidade para que os visitantes tenham uma experiência enriquecedora e verdadeiramente educacional. Atualmente 49% das esculturas encontram-se na Grécia, 49% encontram-se no Museu Britânico na Inglaterra e outros 2% em outros museus. As esculturas que estão na Inglaterra foram levadas pelo Lorde Elgin em 1801, quando a Grécia estava sob o domínio do Império Otomano. Desde que a Grécia ficou Independente, em 1832, ela reclama a volta de seu maior tesouro cultural.
Tanto o Vaticano, como a Alemanha e Suécia retornaram recentemente fragmentos do Partenon e da Acrópole que estavam sob o poder de museus e, no último caso, de particulares. Estes exemplos servem para mostrar que existe uma mudança de mentalidade no que tange ao conceito de museu no século XXI e de patrimônio histórico, e principalmente uma importância cada vez maior do retorno do patrimônio cultural aos seus países de origem.
A campanha pelo retorno das Esculturas do Partenon no Brasil e no mundo
No Brasil, a campanha foi lançada pelo Comitê Brasileiro para a Reunificação das Esculturas do Partenon, fundado em 2006. O Comitê Brasileiro é membro da «International Association for the Reunification of the Parthenon Sculptures». Existem também outros Comitês na Alemanha, Austrália, Bélgica, Chile, Chipre, Espanha, Estados Unidos, Itália, Nova Zelândia, Rússia, Sérvia & Montenegro, Suécia, França, Suíça, Finlândia, Canadá, e até mesmo dois comitês na Inglaterra. O retorno das Esculturas do Partenon conta também com o apoio da Associação Brasileira de Estética, do Parlamento Europeu e da UNESCO. A Diretoria Executiva do Comitê Brasileiro é formada por Jacyntho Lins Brandão (UFMG), Tereza Virgínia Ribeiro Barbosa (UFMG), Antônio Martinez de Rezende (UFMG), Imaculada Kangussu (UFOP) e Celina Figueiredo Lage (tradutora radicada na Grécia), e o comitê conta com membros voluntários em vários estados do Brasil.
O Comitê pretende estimular os debates que tenham como tema a questão do retorno das esculturas do Partenon e seus desdobramentos, tendo em vista a realidade brasileira. Os desdobramentos incluem temas como comércio ilegal de obras de arte, propriedade cultural, direitos autorais, patrimônio cultural, preservação de bens culturais, cooperação internacional, e outros temas pertinentes.
Web Site do Comitê Brasileiro
Web Site da Associação Internacional


















Olá, será que poderiam me enviar detalhes do museu por fora? Está lindo, estou para voltar à Grécia, mas estou louca para ver um pouco do acervo.
Atenciosamente,
Thessália