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Escola Teológica de Halki, na Ilha de Heybeli, fechou suas portas em 1971 - AP

Patriarca Ecumênico Bartolomeu I quer esclarecimentos de Erdogan sobre expropriações

Escola Teológica de Halki, na Ilha de Heybeli, fechou suas portas em 1971 - AP
Escola Teológica de Halki, na Ilha de Heybeli, fechou suas portas em 1971 – AP

 

Istambul (RV) – O Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, pretende encontrar o Presidente turco Tayyip Erdogan para tratar do status do Patriarcado, mas sobretudo, para pedir esclarecimentos sobre os recentes episódios envolvendo a legislação sobre a restituição de bens da Igreja desapropriados ilegalmente no passado.

Relações vivem momento crítico

Durante uma coletiva de imprensa, realizada na sede do Patriarcado Ecumênico, o Patriarca ressaltou que as relações entre as autoridades turcas e as minorias religiosas estão vivendo novamente um momento crítico, e voltou a levantar a questão do Instituto Teológico patriarcal de Halki, proibido de realizar qualquer atividade de formação teológica há 45 anos.

Audiência com Erdogan

Os muitos anúncios que circularam nos últimos anos, mesmo por parte de representantes turcos, sobre uma possível, iminente reabertura da instituição acadêmica patriarcal, não evoluíram para fatos concretos. Segundo fontes locais – consultadas pela Agência Fides – o Patriarca Bartolomeu anunciou o envio de uma carta a Erdogan, solicitando uma audiência – o que deverá ocorrer provavelmente até o mês de maio – para tratar diretamente com o Presidente turco a questão envolvendo a Escola de Halki e diversos problemas pertinentes às minorias religiosas no país.
Ações do governos

“Nos últimos tempos – sublinhou na mesma ocasião o ex-membro do Conselho para as fundações religiosas, Laki Vingas – foram abertos processos pedindo o cancelamento dos títulos de propriedades, e esta situação nos preocupa”. A trazer inquietação, foi sobretudo a operação desencadeada por instituições estatais turcas, que nos últimos tempos entraram com uma ação contra o Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, para anular os atos jurídicos com os quais alguns terrenos voltariam para a Sede Patriarcal Ortodoxa, e em relação às leis que dispõe a restituição às comunidades religiosas minoritárias de bens deles sequestrados no passado pelas autoridades turcas.

Expropriação de terrenos

A ação impetrada por instituições de Ancara, visa em particular, expropriar novamente o Patriarcado Ecumênico de um terreno de cerca 40 hectares em Goksu, e outra área em Umit Tepesi, que nos últimos anos foi destinada precisamente ao Instituto de teologia ortodoxa de Halki.

A administração estatal abriu o processo para pedir que estes bens imobiliários retornem ao Tesouro. A iniciativa processual se configura como mais um dos tantos casos de opressão por via jurídico-administrativa por parte das instituições turcas em contra o Patriarcado ecumênico de Constantinopla. (JE)


Fonte: Radio Vaticano

Um Comentário

  1. ROMEU MUNIZ ROMEU MUNIZ 29 de abril de 2016

    Usurpar propriedades de minorias religiosas por parte do governo turco torna ainda mais remota uma pretensa entrada da Turquia na Comunidade Europeia. É uma atitude impensável num estado democrático de direito, como a atual Turquia se declara.

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