LYON, França, 23 de julho de 2009 [ortodoxia.org] — A agenda de reuniões da XIII Assembléia Geral da Conferência das Igrejas Européias – KEK, foi tomada por temas como: migração, mudanças climáticas, crise econômica, desarmamento nuclear e direitos humanos. O comunicado oficial das sessões da Assembléia deu a conhecer ao final do encontro, do qual participaram representantes da Igreja Ortodoxa, Protestante, Anglicana e Católica – de toda a Europa -, que seus respectivos delegados votaram e aprovaram uma série de «recomendações» para os governos europeus, nas quais sublinham que «na Europa dos últimos anos se assiste a um aumento preocupante dos fenômenos racistas e atos de violência contra os imigrantes e as minorias étnicas». Nos documentos aprovados em Lyon se lastima o fato de que «novos muros de separação entre as nações culturas e religiões estejam sendo construídos» […]
«Vê-se surgir novas divisões – assinalaram os representantes das igrejas européias – entre os cidadãos fixos e os migrantes; entre ricos e pobres; entre os economicamente ativos e os inativos; entre os que vêem seus direitos respeitados e os que os sentem violados». Em particular, os delegados expressaram preocupação pela discriminação que sofrem os ciganos e outras comunidades nômades, «cuja exclusão social parece ser exacerbada por episódios de violência e discriminação». Reiterando o compromisso por um mundo «livre de armas nucleares e da violência», em todas as suas manifestações, os representantes das igrejas européias afirmaram estar «firmemente convencidos de que, como cristãos, são chamados a compartilhar uma esperança especial, justamente quando as mudanças parecem desesperadoras». O desafio posto a todas as Igrejas, afirmam, «é a audaciosa mensagem da esperança, uma esperança que não se expressa através de declarações vazias, mas de atos concretos e fé viva», escrevem nos documentos aprovados. A mensagem faz alusão ainda às mudanças climáticas e à crise econômica, sustentando que é necessário «promover a ética nas finanças e nas estruturas econômicas […], posto que, a prosperidade construída em detrimento dos direitos de muitos, não pode ser definida como tal. Os participantes da XIII Assembléia Geral convidaram as Igrejas locais a «dar exemplos de atividades empresariais que respeitam aos princípios éticos, como o comércio equitativo e os empréstimos solidários»





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