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PAPA CHENOUDA III, PATRIARCA DA IGREJA COPTA (Foto: Reuters)

Igreja Ortodoxa condena agressões anticristãs no Egito

O Patriarca Cirillo I envia suas condolências a Shenouda III

PAPA CHENOUDA III, PATRIARCA DA IGREJA COPTA (Foto: Reuters)
PAPA CHENOUDA III, PATRIARCA DA IGREJA COPTA (Foto: Reuters)

MOSCOU, quarta-feira, 11 de maio de 2011 (ZENIT.org) – Os ataques contra as igrejas cristãs em Gizeh (Egito), no último final de semana, foram condenados pela Igreja Ortodoxa Russa, que pede um maior compromisso da comunidade internacional em defesa das minorias cristãs ameaçadas.

O patriarca de Moscou, Cirillo I, enviou uma mensagem, divulgada ontem, ao papa copta Shenouda III, na qual mostra a proximidade dos ortodoxos aos cristãos do Egito e de outros países, “nos quais sofrem opressões e violações dos seus direitos à vida e à liberdade religiosa”.

Exorta também as autoridades egípcias e líderes ecumênicos, bem como a comunidade internacional, a agir “de forma decidida e inequívoca diante da violência contra a minoria cristã”.

Por outro lado, o presidente do Departamento de Relações Externas do Patriarcado, o metropolita Hilarion Alfeyev, divulgou um comunicado no qual mostra a “dor” da Igreja Ortodoxa Russa diante do ocorrido em Gizeh.

“O Egito era considerado um bom exemplo de convivência pacífica entre a maioria muçulmana e a minoria cristã”, reconhece o metropolita Hilarion. Por isso, os últimos ataques – incluindo o atentado de Alexandria – “causam apreensão e dor a milhares de crentes no mundo inteiro”.

Os ortodoxos valorizam os esforços das forças de segurança egípcias, assim como “as declarações dos líderes muçulmanos que, sem hesitar, condenaram a atuação dos extremistas violentos”, e pedem a estes que “exortem seus seguidores a renunciar a toda forma de atentado contra a vida e a liberdade religiosa” dos cristãos.

Ainda que reconheçam que a paz religiosa no país “é um problema interno e uma obrigação das autoridades egípcias”, contudo, advertem que o ocorrido no Egito “faz parte de um processo global que afeta a vida dos cristãos em uma série de países”.

“O contínuo crescimento das perseguições aos cristãos em regiões do mundo nas quais estes viveram durante muitos séculos – adverte o comunicado -, nos últimos anos, está adquirindo o caráter de uma ação sistematicamente planejada e realizada.”

Por isso, exorta-se a comunidade internacional e, antes de tudo, os países europeus, que historicamente apoiaram o destino dos cristãos nos demais continentes, a elaborar um mecanismo geral de defesa das comunidades cristãs no mundo inteiro, baseado no diálogo aberto e na colaboração honrada entre os Estados, as comunidades religiosas e a sociedade civil”.

“Só colocando o tema da defesa dos direitos dos cristãos na pauta do dia da comunidade internacional e fazendo todos os esforços para solucioná-lo, será possível evitar tragédias como a que acaba de ocorrer em Gizeh”, conclui o comunicado.

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