Estrasburgo, FRANÇA, 18 de março de 2009 [ORTODOXIA.ORG] — Alguns dos mais recentes relatórios apresentados nos últimos dias no Parlamento Europeu, no âmbito dos projetos de Saúde e Meio Ambiente, «referem à saúde mental que tem influência direta em nossa vida quotidiana, em nossas famílias, escola e lazer», explicou a relatora do projeto, deputada socialista grega, Evangelina Tzampazi. As referências numéricas revelam que todos os anos na Europa, registram-se cerca de 59.000 suicídios, dos quais, 90% são atribuídos aos transtornos mentais. Estima-se que até 2020 a depressão será a doença mais difundida, e a segunda causa da incapacidade no mundo desenvolvido.
A relatora salienta que «a depressão, inimigo invisível da União Européia», pode ser combatida desde que haja uma adequada atenção na sua fase inicial. Entretanto, a União Europeia conta com uma série de iniciativas neste sentido: na Inglaterra, por exemplo, existem estruturas de apoio e prevenção da deficiência, pois, frequentemente, os transtornos mentais ocorrem em pessoas que também apresentam deficiência física. Na Grécia a Universidade de Ioannina estuda a possibili
dade de capacitar, através da formação específica, professores de ensino fundamental e básico a identificar as questões relacionadas à saúde mental já na infância. «Portanto, se pudermos evitar esses transtornos nesta fase da vida, estaremos também prevenindo o suicídio. Os Estados membros poderão, assim, recuperar o dinheiro que investem atualmente: não perdendo seus trabalhadores e, ainda mais, permitindo que as pessoas participem da sociedade, ao invés de causar angústia às famílias», disse Tzambazi. A deputada relatou sua própria dificuldade, uma batalha pessoal: «Tive poliomielite quando tinha dez meses e, desde então, tenho tido problemas com a mobilidade. Sempre contei com o apoio dos meus pais que trataram minha deficiência como algo natural, e minha vida seguiu adiante desse modo; ainda adolescente, escolhi dançar, não me envergonhando com meu pé metálico de Robocop à vista; me apresentando tranquilamente, com roupas normais, usava saias, levando uma vida bastante equilibrada…. Logo chegaram os meus filhos, uma felicidade enorme e, quando lhes perguntavam no colégio se eles não se importavam que sua mãe tivesse pernas de metal e dependesse de uma cadeira de rodas, eles contestavam que eu era a mais bonita». A deputada européia sustenta que «é ridículo que um deficiente físico tenha ainda de enfrentar barreiras como escadas, falta de rampas e sinalização incorreta. Portanto, o Parlamento Europeu deve ser um exemplo e, até agora, a situação tem sido quase perfeita».





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