
TBILISI (AFP) – O casamento, domingo, de um príncipe e de uma princesa georgianos terá um sabor de conto de fadas, porque vai selar a união de duas ramificações da família real que disputam o trono vago desde a anexação da Geórgia pela Rússia, no início do século XIX. Ante 3.000 convidados, entre eles o presidente georgiano Mikheïl Saakachvili, o príncipe David Bagrationi-Moukhraneli e a princesa Anna Bagrationi-Grouzinski vão dizer o «sim» na Catedral Ortodoxa de Tbilissi – uma palavra que revela a esperança dos partidários da monarquia de verem, um dia, um rei dirigindo o país. O Patriarca da Igreja ortodoxa georgiana, ILIA II, é favorável ao restabelecimento da monarquia, apoiada por 40% de telespectadores, durante uma pesquisa por telefone realizada durante um programa de televisão. A dinastia Bagrationi, que diz descender do rei bíblico Davi, dirigiu a Geórgia do século IX até o final do XIX, quando a Rússia imperial anexou o país de George XII.








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