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1º SIMPÓSIO NACIONAL DE TEOLOGIA ORIENTAL EM CURITIBA

simposio3O simpósio foi promovido e organizado pela FASBAM (Faculdade São Basílio Magno) de Curitiba com o auxílio da Eparquia São João Batista e durou dois dias: 27 e 28 de agosto de 2013.

Dia 27 de agosto, nas dependências da referida faculdade, às 09h, teve início o 1º Simpósio Nacional de Teologia Oriental, com a acolhida às autoridades eclesiásticas e demais participantes pelo coordenador Pe. Teodoro Hanicz, OSBM. A acolhida realizou-se em um momento de oração, durante a qual foi celebrado o Ofício Divino da “Hora terceira”, presidida pelo Pe. Soter Schiller, OSBM. A seguir, foi composta a mesa pelas seguintes autoridades eclesiásticas: Dom Volodemer Koubetch, OSBM, Bispo Eparca da Eparquia Greco-Católica Ucraniana São João Batista, Dom Jeremias Ferens, Arcebispo Eparca da Igreja Ortodoxa de Curitiba e da América do Sul do Patriarcado de Constantinopla, e o Irmão Irineu Letenski, OSBM, diretor da Faculdade São Basílio Magno.

Ir. Irineu deu as boas vindas, desejando um bom Simpósio. Em seguida Dom Volodemer fez a sua saudação, e disse: “Podemos dizer que estamos em um estado de sinergia, ou seja, a convergência da graça Divina com a nossa iniciativa. Agradecemos a Deus por estas graças que estamos tendo neste momento. Este Simpósio tem a perspectiva de pensar juntos, para agir juntos, enquanto Igrejas Orientais Católicas ou Ortodoxas no Brasil. Como orientais podemos contribuir com os nossos valores”. Desejando que o Simpósio trouxesse bons frutos para as Igrejas Orientais, Dom Jeremias destacou que a Igreja é unida doutrinalmente, mas vive uma diversidade de tradições. A ortodoxia é grande na América Latina, pois conta com 17 Bispos.

Iniciando os trabalhos propriamente ditos, o Prof. Dr. Pe. Massimo Pampaloni, SJ (PIO – Pontifício Instituto Oriental de Roma) falou sobre o Instituto Oriental de Roma e explanou sobre a “A Teologia Oriental entre a Tradição e a Pós-modernidade”. Pe. Massimo alterou o tema para “A Teologia Oriental entre a Tradição no contexto hodierno”, com a justificativa de que o tema “pósmodernidade” é “um balde de coisas’, ou seja, engloba muita coisa, enquanto “contexto hodierno” define melhor a temática.

O Coordenador geral deste 1º Simpósio de Teologia Oriental foi o Prof. Dr. Teodoro Hanicz, OSBM. Ele foi auxiliado por uma equipe composta pelos seguintes membros: Prof. Dr. Pe. Mário Marinhuk, OSBM, Pe. Paulo Serbai, OSBM, Ir. Verônica Nogas, SMI, Profª. Elvira Lozovei, Pe. Soter Schiller, OSBM, Pe. Basílio Koubetch, OSBM, Ir.Jonas Chupel, OSBM.

A Comissão Científica foi assim composta: Prof. Dr. Teodoro Hanicz (FASBAM), Prof. Dr. Márcio Luiz Fernandes (Faculdade Claretiana), Prof. Dr. Rogério Miranda de Almeida (PUCPR/FASBAM), Prof. Ms. Pe. Paulo Augusto Tamanini, Prof. Ms. Theodoro A. C. Oliveira. Auxiliaram nos trabalhos as secretárias: Doroteia Naconeschen, Luciana Kadlubiski, Fabiana Melani Tremba, Ellen Miecoanski.

A programação do simpósio foi muito densa e rica:

Dia 27 de agosto:

  • 08h – Credenciamento.
  • 09h – Cerimônia de abertura.
  • 09h30min –10h30min – Conferência – Tema: A Teologia Oriental entre a Tradição e a Pósmodernidade – Conferencista: Prof. Dr. Pe. Massimo Pampaloni, SJ (PIO – Roma).
  • 10h30min – 10h45min – Intervalo.
  • 10h45min – 12h – Debate, intervenções do plenário.
  • 12h – 14 – Intervalo para almoço.
  • 14h – 17h – GTs
  • 18h45min – Recital de música litúrgica grega e árabe
  • 19h – 21h – Conferência – Tema: Como entender ortodoxia, catolicismo, unidade, divisão e ruptura: uma visão teológica do conceito “cisma” no cristianismo e na(s) Igreja(s) – Conferencista: Prof. Ms. Pe. Paulo Augusto Tamanini (UFSC – Florianópolis).

Dia 28 de agosto:

  • 08h30min – Início das atividades e oração.
  • 09h –10h30min – Mesa redonda – Tema: presença das Igrejas Orientais no Brasil: autocompreensão, perspectivas e desafios – Participantes: Dom Volodemer Koubetch – Igreja Greco-católica-ucraniana (rito bizantino), Prof. Ms. Mons. Theodoro A. C. de Oliveira – Igreja grecomelquita católica (rito bizantino), Prof. Dr. Mons. Urbano Zilles – Igreja maronita católica (rito antioquino), que não compareceu, Ms. Pe. Paulo Augusto Tamanini – Igreja ortodoxa grega (rito bizantino).
  • 10h30min – 10h45min – Intervalo.
  • 10h45min – 12h – Debate, intervenções do plenário.
  • 12h – 14h – Intervalo para almoço.
  • 14h – 18h –City tour/visitas às igrejas orientais, ortodoxas e católicas em Curitiba.
  • 18h45min –Recital de música litúrgica ucraniana.
  • 19h – 20h – Conferência – Tema: Espírito Santo, Igreja e ecumenismo na teologia de Pavel Evdokimov –Conferencista: Dom Volodemer Koubetch.
  • 21h – Encerramento

O Simpósio foi direcionado para teólogos, professores e estudantes de Teologia, religiosos (-as) e pessoas interessadas no tema, almejando os seguintes objetivos: reunir teólogos, estudiosos e interessados no estudo da teologia oriental; divulgar as riquezas do cristianismo oriental; criar um ambiente para debate e estudo das Igrejas orientais presentes no Brasil; colocar em evidência a presença e a importância das Igrejas orientais e da teologia oriental no Brasil; discutir a possibilidade de organizar um núcleo de estudos orientais no Brasil.

Os tempos atuais vêm mostrando que o interesse pelo estudo das tradições e da teologia oriental está crescendo, mas a relação entre as Igrejas, católicas e ortodoxas, no sentido de conhecer-se melhor, dialogar e criar instrumentos para partilhar suas riquezas eclesiológicas, teológicas e litúrgicas com a teologia brasileira parece estar estagnada. Portanto, há necessidade de criar um circuito de relações entre elas e um ambiente para debates, estudos e divulgação de seu patrimônio teológico. Por essa razão, o I Simpósio de Teologia Oriental promovido pela FASBAM e pela Eparquia greco-católica-ucraniana optou pelo tema: (Re) Descobrindo as Igrejas Orientais, ortodoxas e católicas no Brasil.

A presença de Igrejas cristãs de tradição oriental é significativa no Brasil, principalmente na região Sul, Sudeste e Centro-Oeste. São Igrejas que acompanharam as imigrações da Europa e do Oriente Médio no final do século XIX e início do século XX. Como elas vieram para prestar serviços pastorais a grupos étnicos específicos, por muito tempo permaneceram desconhecidas e, em muitos casos, vistas com certa desconfiança pelo catolicismo brasileiro. O Concílio Vaticano II, por meio das discussões em torno do ecumenismo e do diálogo com o mundo ortodoxo, despertou interesse do Ocidente católico para conhecer melhor as raízes do cristianismo e das tradições conservadas pelas Igrejas do Oriente. Isso repercutiu também no Brasil. De um lado, embora ainda a passos lentos, na fase pós-conciliar, as academias de teologia começaram a mostrar maior interesse pela teologia oriental como também conhecer melhor a realidade das Igrejas Orientais presentes em nosso país. De outro, os fieis membros dessas Igrejas encontraram motivação e segurança para dialogar entre si e com a realidade cristã brasileira.

 

FONTE: Boletim Eparquia no 41

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