
Em tempos passados esta ilha era conhecida como a «Ilha dos Santos». O quão justo era esse nome é muito fácil de se convencer, se se observa um mapa da ilha no qual estão representados os seus monastérios e relíquias sagradas. Atualmente, a ilha tem trinta monastérios, dos quais vinte estão em pleno funcionamento. A luz do cristianismo chegou a esta ilha já no 1º século. Os santos apóstolos Barnabé e Paulo já haviam estado aqui no ano 45 da era cristã. Eles converteram à fé o procônsul da ilha, Sérgio Paulo, e fundaram a Igreja de Chipre. Assim, Chipre foi o primeiro país dirigido por um governador ortodoxo. São Lázaro, a quem Jesus Cristo ressuscitou depois de estar morto e enterrado por quatro dias, durante cerca de 30 anos foi o bispo na antiga Kitión (atual Larnaka). Desde então, os habitantes da ilha conservaram sua fé em Cristo. No século XX, quando Chipre conquistou a sua independência como Estado, o seu primeiro presidente foi o Metropolita ortodoxo Arcebispo Makarios III. A Santa Imperatriz Helena – considerada «igual aos apóstolos» – depois de ter encontrado a Santa Cruz de Cristo e, voltando de Jerusalém através de Chipre, deixou aqui parte da vivificante Cruz e da cruz do Bom Ladrão.
Com o Chipre estão ainda relacionados os nomes de notáveis santos como: Esperidião, bispo de Tremitunte, Tikhon, bispo de Amathus, Epifânio de Salamina e muitos outros. São Nicolau, o Taumaturgo, Arcebispo de Myra, vinha freqüentemente a este lugar. As perseguições iconoclastas passaram longe da ilha. Além disso, naqueles tempos, encontraram aqui refúgio monges e piedosos cristãos, devotos de todos os cantos do Império Bizantino. Eles trouxeram consigo as relíquias e ícones milagrosos. Assim, a bendita terra de Chipre foi enriquecida pela presença de muitas relíquias sagradas, a maioria das quais ainda são conservadas na Ilha até os dias de hoje. Os peregrinos russos tinham o hábito de visitar estes lugares santos. No caminho para a Terra Santa, sempre passavam pela ilha de Chipre. Entre os documentos que confirmam isso, têm especial valor as memórias do Higúmeno Danilo, que recebeu suas vestes monásticas na Laura das Grutas de Kiev (Monastério composto por uma colônia de cavernas/grutas. Em ucraniano, Pecherska Lavra). «Vida e peregrinação de Danilo, um Higúmeno da terra da Rússa» (séc. XII) de Hieromonge Barsanofio (séc. XV), do monge Basílio (Grigorovich-Barski) (séc. XVIII), do Bispo Porfírio (Uspensky) (séc. XIX). O fluxo de peregrinos que vão ao Chipre ainda hoje é imenso. Chipre é atualmente um país ortodoxo onde a religião não está separada do estado. Os casamentos são registrados na Igreja. O dia da morte do primeiro presidente, Arcebispo Makarios III, é um feriado nacional. Neste dia, todos os habitantes de Chipre, liderados pelo presidente, viajam ao monastério de Kikkos, onde está o túmulo do Metropolita. Lá, celebra-se solenemente a sua memória. Chipre é um país excepcional. É aqui se encontram o Oriente com o Ocidente, a Antiguidade com a atualidade, o cristianismo com o Islã. [Clique AQUI para ver álbum de fotos]
Fonte: http://www.bogoslov.ru/es/






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