− A Comissão reuniu-se neste período com o objetivo de buscar um consenso acerca da forma de se formalizar e proclamar a Autocefalia de uma Igreja, e o lugar que a mesma ocuparia nos dipticos.
− A Sessão de Abertura da Comissão foi precedida pela invocação e intercessão do Espírito Santo. Em seguida o Metropolita Ioannis de Pérgamo leu uma mensagem de bênção e de cumprimentos enviada pelo Patriarca Ecumênico Bartolomeu I, seguido da leitura de mensagens de outros primazes; em seguida, o Metropolita Jeremias da Suíça, responsável pelo Secretariado da Comissão Preparatória do Concilio Pan-Ortodoxo, leu a agenda dos temas a serem tratados naquele encontro.
As delegações estavam assim constituídas: Metropolita Emmanuel, Pe. Bartolomeu Samaras, Pe. George e Pe. Tsetsis Vlassios Phideas (Patriarcado Ecumênico de Constantinopla); Metropolita Sergio do Cabo, África do Sul (Patriarcado de Alexandria); Metropolitas John Yazigi e Albert Laham (Patriarcado de Antioquia); Metropolita de Hesychius Kapitolias e Pe. George Dragas (Patriarcado de Jerusalém); os Arcebispos Hilarion Alféiev e Mark Arndt e Pe. Nicolas Balashov (Patriarcado de Moscou); Metropolita Gerasimo Zugdidi, Bispo de Melquisedeque Kheret e Pe. George Zviadadzé (Patriarcado da Geórgia); Metropolita de Montenegro Amfilohije e Jean Arcebispo de Ohrid (Patriarcado da Sérvia); Cipriano, Bispo de Campina e Pe. Viorel Ionita (Patriarcado da Romênia); Metropolitas Neophyte Ruse e Ivan Dimitrov (Patriarcado da Bulgária); Metropolita de Paphos e Bispo George Christophore Karpasia (Igreja do Chipre); Metropolita Meletios de Preveza e Pe. Stephane Avramidis (Igreja da Grécia); Metropolita Dimitri Gjirokastro Kondili e Bispo Piros Anfimiadis (Igreja da Albânia); o bispo George Siemiatycze e o Pe. Andrew Kuzma (Igreja da Polônia); D. Jorge de Mihailovca (Igreja das Repúblicas Tcheco e Eslováquia).
A Comissão Preparatória deu continuidade às discussões iniciadas em 1993, que tratou sobre as condições do reconhecimento de autocefalia de uma Igreja local. O documento foi elaborado e será aprovado durante o próximo Concilio Pan-Ortodoxo. Segundo este documento, o processo de autocefalia de uma Igreja tem inicio quando é feita a solicitação à respectiva Igreja-Mãe, à qual está territorialmente vinculada. Se a resposta for positiva, a Igreja-Mãe encaminha tal pedido ao Patriarcado Ecumênico que, por sua vez, encaminha consultas sobre o tema às demais Igrejas. No caso de haver acordo e consenso acerca do tema, o Patriarca Ecumênico de Constantinopla proclamará oficialmente a autocefalia da Igreja, através de sua assinatura e as dos Primazes das demais Igrejas Ortodoxas no Tombo.
− O documento trata ainda de encontrar uma solução para o caso em que, num mesmo território, houver mais de uma Igreja Autocéfala.
− O último tópico da agenda, «a ordem dos dipticos», não pode ainda ser discutido por falta de tempo, tendo sido adiado para o próximo encontro em data a ser definida. O documento final, elaborado no Centro do Patriarcado Ecumênico na Suíça, foi aprovado e assinado por unanimidade por todos os presentes, no dia 17 de dezembro de 2009. [Fonte: SOP] – Trad. por Pe. Pavlos Tamanini.











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