
No último dia 2 de agosto o governo turco fez anúncio que muito provavelmente aumentará as tensões entre o Estado e os cristãos ortodoxos.
Enquanto o escola do Patriarcado Ecumênico na ilha de Halki permanece fechado desde 1971, a Turquia anunciou que pretende abrir um centro de estudos islâmicos na mesma ilha. Além disso, os planos de construção têm o Centro Global para Estudos Islâmicos situado em frente ao prédio do seminário ortodoxo, relata Sedmitza.
Segundo especialistas, a abertura do centro de estudos islâmicos descartaria completamente a possibilidade de reabrir o seminário, que o Patriarcado Ecumênico vem trabalhando há anos, até agora sem sucesso.
A escola teológica foi fundada em 1844, com a permissão do sultão Abdulmejid I, e funcionou até 1971, quando as autoridades turcas decidiram fechá-la. Rumores sobre a reabertura do seminário circulam desde 2010. O prédio foi reformado recentemente e o presidente turco, Erdogan, prometeu ao Patriarca Ecumênico Bartolomeu que o seminário seria reaberto, talvez até mesmo neste outono, embora os analistas estejam cautelosos.
Erdogan se ofereceu anteriormente para reabrir o seminário em troca da construção de uma mesquita em Tessalônica.
Segundo Fuat Bekiroglu, chefe do Departamento de Assuntos Religiosos de Halki, o primeiro passo da Turquia deveria ser transferir as florestas de pinheiros da ilha para o departamento. As terras da floresta anteriormente pertenciam ao Mosteiro de São Jorge, do Patriarcado de Jerusalém, e da Ermida da Transfiguração, do Patriarcado Ecumênico, até que foram confiscados pelo governo de Ataturk em 1920.
Enquanto isso, os moradores locais estão descontentes, pois numerosos estudantes muçulmanos aumentariam o grande número de turistas na Ilha.
Fonte: Orthodoxie.com









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