
TORONTO, quinta-feira, 30 de julho de 2009 (ZENIT.org) — Dezessete autênticos pergaminhos de Qumran fazem parte da exposição “Os manuscritos do Mar Morto”, inaugurada há poucos dias, que pode ser visitada no Royal Ontario Museum até 3 de janeiro de 2010. Os manuscritos de Qumran contêm alguns dos textos mais famosos da história e os testemunhos escritos mais antigos da Bíblia judaica. Quatro desses pergaminhos são mostrados ao público pela primeira vez nesta exposição, segundo informa Salt and Light, o canal católico de televisão no Canadá. Junto com os manuscritos – que incluem fragmentos dos livros Gênesis, Deuteronômio e Salmos e algumas das versões mais antigas do Decálogo – se expõem também 200 objetos encontrados junto aos manuscritos. Os manuscritos de Qumrán representam um dos maiores achados arqueológicos do século XX, segundo o museu canadense que acolhe a exposição. Estes documentos permitem contextualizar, como nenhum outro, as origens do cristianismo descritas no Novo Testamento. Desde seu descobrimento, em 1947 pelo jovem pastor beduíno Muhammad el Dib, foram passando de mão em mão, às vezes dispersando-se. Alguns vendedores inclusive chegaram a dividir pergaminhos em fragmentos para obter maior rendimento. Enquanto isso, “a história dava a volta ao mundo, suscitando uma legítima curiosidade e dando vida a inexistentes mistérios”, explica Salt and Light. A rivalidade entre estudiosos atrasou a edição dos textos encontrados e então surgiram as fantasias e lendas. Entre elas, as numerosas variações sobre o tema da conspiração, a maioria das vezes urdida pelo Vaticano que, preocupado pelas conseqüências negativas para a fé cristã, teria se colocado de acordo com as autoridades de Israel para impedir a publicação dos manuscritos.





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