Na tarde desta terça-feira, 21 de junho, realizou-se no centro de Imprensa do Santo e Grande Concílio uma coletiva em cuja abertura o arcebispo Job de Telmissos, do secretariado do Concílio, anunciou que na sessão de hoje os padres sinodais examinam especificamente a questão da Diáspora Ortodoxa, segundo item na agenda do Santo e Grande Concílio. O documento pré-conciliar será analisado pelos padres sinodais em vista de validar as regras de organização e funcionamento das Assembleias Episcopais na Diáspora Ortodoxa. Estas Assembleias são compostas de todos os bispos ortodoxos de cada região, em comunhão com todas as Igrejas Ortodoxas canônicas, e é presidida pelo bispo do Patriarcado Ecumênico naquela região. As regiões onde estas Assembleias Episcopais já estão constituídas e que serão validadas de acordo com o documento pré-conciliar, são:
- América Central e do Norte;
- América do Sul;
- Austrália, Nova Zelândia e Oceania;
- Reino Unido e Irlanda;
- França;
- Bélgica, Holanda e Luxemburgo;
- Áustria;
- Itália e Malta;
- Suíça e Lichtenstein;
- Alemanha;
- Países escandinavos (excluindo a Finlândia);
- Espanha e Portugal.
Nesta mesma conferência de imprensa, disse ainda Sua Eminência Job de Telmissos que, após os trabalhos que envolvem a análise e aprovação de todos estes documentos, os mesmos serão tornados públicos pela Secretaria do Santo e Grande Concílio, uma vez que as alterações propostas serão validadas e introduzidos por seus membros.
Nota pós-publicação:
O problema da Diáspora da Igreja Ortodoxa foi um tema que precisou ser enfrentado, não sem grandes dificuldades, durante os trabalhos em Creta, especialmente em razão da ausência das delegações das Igrejas russas e antioquina. Representantes da Igreja sérvia fizeram notar que, na ausência destas Igrejas Locais, ambas com grandes diásporas, seria impossível tomar qualquer decisão que não afetasse seus interesses. Em sua intervenção, o arcebispo Anastasios da Albânia disse que: “devemos ser muito cautelosos sobre o que decidir.” O Concílio optou por examinar mais minunciosamente o protocolo da reunião de Chambesy-2009, a fim de estudar mais a fundo o problema. De acordo com a agência de notícias grega Romfea.gr, há questões não resolvidas entre os Patriarcados de Constantinopla e o de Antioquia relacionados à presença em França, Alemanha e Américas de bispos de ambas as jurisdições com os mesmos títulos. Note-se que, em 2009, na reunião pré-conciliar em Chambesy, foi deliberado sobre a criação de órgãos consultivos na forma de assembleias de bispos ortodoxos em cada região. Foi Então decidido que estas assembleias ficariam sob a presidência do bispo local da jurisdição de Constantinopla, tendo, por sua vez, um caráter exclusivamente consultivo.
Vale lembrar que a diáspora da Igreja Ortodoxa se espalhou no contexto das migrações em massa do século XX para territórios fora das jurisdições das Igrejas Ortodoxas locais. Bispos e clero de várias jurisdições têm surgido nesses países, dando origem a uma situação específica em que mais de um bispo ortodoxo, pertencentes a diferentes Igrejas Locais, residem em uma única e mesma cidade.
(22/06/2016 – com informações de Romfea.gr)









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