Pressione "Enter" para pular para o conteúdo

Chipre: Monastério de Stavrovouni

stavrovouni_chipre
Monastério Stavrovouni – Chipre

Stavrovouni é uma colina na ilha de Chipre no alto da qual fica um monastério da Igreja Ortodoxa Grega. Na Antiguidade, essa colina era conhecida como Olimpo, mas hoje esse nome batiza um pico mais alto um pouco mais a oeste. A Igreja do Mosteiro é dedicada à Santa Cruz. O motivo talvez seja a junção de duas palavras: stavros (cruz) e vouno (montanha). De acordo com a tradição religiosa, o monastério foi fundado por Santa Helena, mãe do imperador bizantino Constantino I, o Grande.

O historiador cipriota do século XV, Leontios Makairas, conta que Helena encontrou as três cruzes em que Cristo e os dois ladrões foram crucificados durante uma peregrinação que fez à Terra Santa. Empenhada em levá-las para Constantinopla, ela as fez desenterrar. Na volta para casa, seu navio sofreu fortes danos com uma tempestade e ela se abrigou em Chipre. Fundou o monastério e deixou lá uma das cruzes. Essa é a história.

Stavrovouni é o mais antigo monastério da ilha. Data do período bizantino a referência escrita mais antiga, provando que Stavrovouni já era um centro religioso no século IV. A informação, da maior relevância, foi encontrada nas notas de um viajante russo que se hospedou em Chipre no ano 1106.

A arquitetura do monastério é igual a das outras igrejas bizantinas de Chipre: os tetos em cúpula, ou em telhas planas, e as paredes em pedra, não preparam o viajante para a riqueza de seu interior. Elas guardam uma herança em ícones deslumbrantes. As paredes apresentam mosaicos cuja arte só rivaliza com os encontrados em Ravena, na Itália. Outra maravilha são os afrescos, ao mesmo tempo ascéticos e exuberantes. No caso de Stavrovouni, ainda é de admirar sua construção no alto de uma colina que se debruça num penhasco muito íngreme.

Recentemente, o Monastério de Stavrovouni foi reformado. Sua pequena igreja foi restaurada por um monge especialista em ícones. A história de santa Helena é o principal motivo das pinturas.

Os monges que lá vivem atualmente são talvez dos mais rígidos de sua história: as regras de seu primeiro abade, frei Dionísio, formam a base de tudo. Até poucos anos atrás, as mulheres visitantes eram bem vindas, hoje sua visita está proibida.


FONTES: oglobo.com
Arquitetura: Obra Prima do Dia (Semana dos Monastérios)
Routard | Chipre | Larousse

Seja o primeiro a comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *