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A polêmica dos mármores do Parthenon

031Buenos Aires, ARGENTINA, 23 de março de 2009 [ORTODOXIA.ORG] – A controvérsia sobre os mármores do Parternon é um dos dez mais discutidos em todo o mundo em termos de posse de achados arqueológicos. O último número da revista americana TIME apresenta todo o histórico do traslado dos mármores sequestrados e destruídos por Robert Bruce, Conde de Elgin, do Monte Acrópole (Atenas, na Grécia) para à capital britânica. Conta o escritor Edward Daniel Clarke que, coincidentemente estava em Acrópole, num dia do mês de setembro de 1802, quando homens de Elgin arrancaram uma grande laje esculpida da cobertura exterior do templo: «Um dos trabalhadores chegou a informar ao Sr. Battista [Giovanni Battista Lusieri, o pintor a quem Elgin havia contratado para supervisionar do saque das esculturas], que iam descer com uma das lajes. Vimos esta grande escultura ser retirada do seu lugar entre os triglyphos. Mas, uma parte da estrutura adjacente ficou vulnerável pela atividade das máquinas e, de repente, aquelas maravilhosas placas de mármore do monte Pentélico desabaram espalharando seus fragmentos brancos e produzindo um ruído estrondoso entre as ruínas». Durante quase duzentos anos os despojos de Elgin permaneceram trancados num museu em Londres; durante quase todo esse tempo os britânicos conscientes lamentaram este roubo. Lord Byron, apaixonado filoheleno, lançou um de seus piores ataques contra Elgin, num de seus poemas – Child Harold. Segundo a nota, os britânicos defendem, como no passado, que no caso de haver a restituição dos mármores, estes correm sério risco de serem destruídos. Este fato poderá provocar uma onda de pedidos de retorno de outras antiguidades, de tal modo, que os acervos dos museus europeus ficariam vazios.

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