O Evangelho de hoje nos apresenta a oração que nosso Senhor Jesus Cristo dirigiu ao Pai, oração que revela a Sua divindade, a mesma divindade do Pai e do Espírito Santo, existente deste antes de todos os tempos, pois Deus É. Nela, Ele Ele pede, não só por Si mesmo, mas também pelos Seus apóstolos, já que eles são os depositários da potestade e da hierarquia que Nosso Senhor Jesus Cristo lhes outorga. Eis as palavras de nosso Senhor: “Por eles é que eu rogo. Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. Tudo o que é meu é teu, e tudo o que é teu é meu. Neles sou glorificado”. Estas palavras, pronunciadas pelos lábios do Senhor, nos revelam a unidade de Deus Pai e Deus Filho, em contraste com as investidas heréticas de Ário que, com suas especulações “teológicas” negava divindade de Cristo, considerando-O, tão somente, uma criatura de Deus. Quanto aos Seus apóstolos, o próprio Senhor nos diz que Sua glória se faz visível neles. Não há a menor dúvida de que assim foi, é e continuará a sê-lo, até que o Senhor venha pela segunda vêz para o julgamento das nações. É neles [apóstolos], e nos seus sucessores legítimos que se dá a a continuidade da presença plena de Cristo e da sua glória na terra. Nossa Igreja e sua tradição consideram os Apóstolos os primeiros bispos. É, pois, imcompreensível que tal elocubração pudesse ocupar a mente de Ário, rebaixando Cristo a uma simples criatura, não aceitando os ensinamentos da Igreja e, consequentemente, provocando divisões e cismas em seu interior. […] Leia mais…
Fonte: Ortodoxia.org Trad.: Pe. André




