Primeiros Anos
Filho de médico, aos 13 anos era órfão de mãe. Ingressou na Escola Teológica de Halki onde, em 1910, graduou-se e, em seguida, foi ordenado diácono com o nome religioso de Atenágoras. Manteve-se Arquidiácono da Diocese de Pelagônia até que, em 1919, ascendeu a secretário de Melécio IV Metaxakis, arcebispo. Após 12 anos de diaconia, ascendeu ao Episcopado como Metropolita de Corfu.
Durante o bispado de Fócio II, recebeu do Metropolita Damaskinos a indicação para Arcebispo Greco-ortodoxo da América. Aceito aos 30 de agosto de 1930, tornou-se arcebispo pelas mãos do Patriarca em 24 de fevereiro de 1931. Teve, por esse tempo, a tarefa de dirigir a diocese que se encontrava dividida entre gregos monarquistas e venizelistas – divisão na qual se incluíam os próprios bispos. Como política de governo, centralizou o poder clerical em suas mãos e dirigiu os demais bispos como auxiliares. Após a reorganização arquidiocesana, fundou a Escola Teologal da Santa Cruz (em inglês: Holy Cross School of Theology).
Patriarcado
Ainda na América, foi eleito Patriarca Ecumênico em sucessão a Máximo V, em 1º de novembro de 1948. Para seu retorno à Constantinopla, foi cedido pelo presidente americano Harry Truman o avião presidencial. Foi entronizado em janeiro de 1949.
Seu encontro com o papa Paulo VI em 1964, na cidade de Jerusalém, foi importante no sentido de anular as excomunhões do Grande Cisma do Oriente de 1054. Foi um passo significativo em restaurar a comunhão entre a igreja de Roma e a de Constantinopla. Esse encontro produziu a declaração de União Católico-Ortodoxa em 1965, simultaneamente ao encontro público do Concílio Vaticano II e uma cerimônia especial em Istambul. A declaração não acabou com o cisma, mas mostrou um grande desejo de reconciliação entre ambas as igrejas, representados por Paulo VI e Atenágoras I. Contudo, essa declaração de união católico-ortodoxa não foi aceita por todos os bispos da Igreja Ortodoxa.
Fonte: Wikipedia







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