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METEORA, Grécia: Monastério de Roussanou

8-009-monasterio-roussanouHá pouco mais de seiscentos anos, um monge da península do Monte Athos fundou na planície da Tessália um mosteiro. O rochedo de arenito natural sobre o qual ele ergueu seu retiro ortodoxo passou a ser conhecido por “meteoros” que, em grego, significa “suspenso no ar” ou “colunas do céu”. Durante os séculos posteriores, foram edificados nesta região da Grécia mais de vinte mosteiros, dos quais cinco ainda são habitados. São conhecidos como Meteora, os Mosteiros Suspensos, e estão no alto de rochedos que vão de 549 metros a 395 metros de altura.

Quando Anastásio, no século XIV, reuniu um pequeno grupo de monges no Mosteiro da Transfiguração – também conhecido como Megalo Meteoron ou Metamorfosis -, por ali já havia um grande número de grutas transformadas em celas habitadas por anacoretas.

Um dos períodos mais negros da história da Grécia foi a queda do Império Bizantino. E foi durante a ocupação otomana que se seguiu, de cerca de quatrocentos anos, que a quase inexpugnabilidade dos rochedos de Meteora representou um fator adicional para a construção de vários mosteiros nesses locais ideais para fortalezas. O Mosteiro da Transfiguração é um bom exemplo: o monge Anastásio escolheu um gigantesco penedo até então conhecido por “Platis Lythos” (“rocha grande”), com quase seiscentos metros de altitude. As preocupações com a defesa eram tão importantes quanto a proximidade com o céu, determinante para a vida espiritual de quem para ali fosse viver.

Até o séc. XVII, os cinco que hoje ainda funcionam como mosteiros, incluindo os de Roussanou e Ágios Stefanos (Santo Estêvão), habitados por comunidades de monjas, já estavam em pleno funcionamento.

O conjunto de Meteora foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. É, na verdade, uma herança cultural que não se pode perder. Pelas fotos do Mosteiro de Roussanou, apresentada hoje, e pelo de Agia Tríade, que mostraremos amanhã, fica fácil estimar a grandeza de sua arquitetura e o talento dos artesãos que construíram essa seis obras-primas: Varlaam, Ágios Stefanos, São Nicolau Anapausas, e os já mencionados Megalon Meteoron, Ágia Tríade e Roussanou, todos pertencentes à Igreja Ortodoxa Grega, como foi fácil depreender.


Fontes: enviado por Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa para oglobo.com
Alma de Viajante
Meteora / Grécia
Larousse

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