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BARTOLOMEU I: APELO AOS PODEROSOS DA TERRA

Constantinopla/Istambul, Turquia, 28 ago (SIR) – A oração pela “conservação do ambiente natural” é, na realidade, um apelo a Deus para que mude “a mentalidade dos poderosos do mundo e os ilumine a não destruir o ecossistema do planeta por razões de lucro econômico e de interesse passageiro”. É o que escreve o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, na Carta encíclica divulgada ontem por ocasião do início do novo ano litúrgico. O Patriarcado Ecumênico o celebra a 1º setembro e por vontade do Patriarca Demétrio, este dia tornou-se um evento anual – atualmente partilhado também em outras Igrejas cristãs – para a oração e a reflexão sobre a salvaguarda da Criação. O Patriarcado Ecumênico sempre se distinguiu pelo seu compromisso em favor do ambiente. Este ano, em junho, houve em Halki um simpósio sobre a “Responsabilidade global eambiental” que contou com a participação de ambientalistas, cientistas, jornalistas e teólogos do mundo todo. Essa Cúpula foi a última de uma série de outros oito encontros internacionais que se realizaram de 1995 a 2009 em lugares altamente significativos do planeta: no Mar Mediterrâneo e Mar Negro, sobre os rios Danúbio e Amazonas, como também na região ártica e em viagem pelo Rio Mississipi. “Sobretudo nestes tempos – escreve este ano o Patriarca Bartolomeu -, observa-se um abuso excessivo dos recursos naturais, com a natural destruição do equilíbrio ambiental”. O que preocupa o Patriarca – mas também “os cientistas, como também os responsáveis religiosos e políticos” – é “o aumento da temperatura da atmosfera, as condições meteorológicas extremas, a poluição dos ecossistemas, seja na terra seja no mar, e a ameaça global – que às vezes chega à destruição total – das possibilidades de vida nalgumas regiões do mundo”. “Somos obrigados a admitir – continua o Patriarca – que as causas destas mudanças ecológicas não são inspiradas por Deus, mas processos iniciados pelos seres humanos”. Por isso o apelo ao “arrependimento” que o Patriarca dirige não só “aos poderosos do mundo”, mas também a “cada um de nós”, porque todos, de qualquer modo, geram “pequenos danos ecológicos”. Dirigindo este apelo – conclui o Patriarca -, “rezamos para que Deus possa falar aos corações de cada um assim que o equilíbrio do ambiente que Ele nos ofereceu possa continuar a doar seus frutos seja a nós seja às futuras gerações”.

Fonte: Verbonet

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