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A Rússia e a Polônia abriram uma nova página na história comum: esta opinião é hoje ouvida nas ruas de Varsóvia.

No dia 17 de agosto, no decorrer da visita oficial do patriarca da Igreja Ortodoxa Russa à Polônia, foi assinada uma mensagem conjunta sobre a reconciliação dos povos dos dois países. O documento, subscrito pelo patriarca Kirill e pelo chefe do Episcopado católico da Poônia, Arcebispo Jozef Michalik, agitou a sociedade polonesa.
O texto da mensagem conjunta esteve em sigilo absoluto durante quase três anos de trabalho na elaboração de documento devido à existência de oposição à aproximação dos povos de dois países.
Por outro lado, a maioria dos poloneses está convicta de que a reconciliação assinada não é um apelo político, mas sim um apelo à conservação dos postulados cristãos que unem as igrejas e os povos da Rússia e Polônia, considera o líder da Igreja Ortodoxa Polonesa, metropolita Savva.
“Este documento diz respeito às duas igrejas – à Igreja Ortodoxa Russa e à Igreja Católica Polonesa. Claro, nós contribuímos para o surgimento desta mensagem porque estamos convencidos da sua importância para ambos os povos e igrejas. A nossa história passada foi complexa e hoje devemos alcançar um relacionamento positivo.”
Até chegarmos à reconciliação final, passarão dezenas de anos. Este documento é só o primeiro passo nesta caminhada e eu estou contente por os dois países o terem feito finalmente, – disse em entrevista a Voz da Rússia conhecido realizador polonês Krzysztof Zanussi.
“A assinatura deste documento representa o início. Estou convencido, que apesar de todas as dificuldades, os dois povos poderão perdoar as mágoas e se reconciliar. Os ressentimentos permanecem no fundo da alma. Ainda o Papa João Paulo II dizia que a reconciliação não poderá ser mais superficial do que a dor e a raiva sentidas antes. Por isso, a reconciliação deve ser mais sincera e profunda e eu acredito que assim será.”
A vontade dos polacos em reconciliar-se também se sente nas tentativas da geração de meia idade e mais velha de se lembrar da língua russa e responder às perguntas em russo. Entre os mais jovens há aqueles que nos anos noventa estudaram na escola a língua russa como estrangeira e agora querem visitar Moscou. Krzysztof Zanussi está crente que, logo que dois povos conheçam bem a história e a cultura conjunta irão encontrar aspetos comuns que lhes permitirão ser mais amigos.
Fonte: Rádio Voz da Rússia






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