
DAMASCO, 1º de março de 2012 (AFP) – O líder da Igreja Ortodoxa Antioquina, S. S. Ignatius IV, manifestou a sua oposição a uma intervenção estrangeira no país por considerar que teria repercussões negativas «tanto para os cristãos como para os muçulmanos», informou nesta quinta-feira o jornal Al-Watan. Segundo Ignatius IV Hazim, Patriarca de Antioquia e todo Oriente, «os efeitos nefastos de uma intervenção estrangeira nos assuntos internos sírios afetará tanto os cristãos como os muçulmanos».
O líder religioso, que fez estas declarações durante uma reunião com uma delegação jordaniana em Damasco, não especificou a que tipo de intervenção se referia.
A Liga Árabe havia mencionado a possibilidade de enviar uma força de manutenção da paz na Síria, mas Damasco sempre se opôs a isso.
O Patriarca criticou «a campanha midiática» hostil à Síria, que divulga «falsas informações» e promove «a propagação dos conflitos confessionais e de ideias de divisão» neste país.
Ele saudou as «reformas realizadas» por Damasco e pediu a «unidade nacional», além de considerar que a crise que a Síria atravessa não distanciará os cristãos dos muçulmanos.
A igreja Greco-ortodoxa de Antioquia possui um milhão de fiéis, ou seja a maior parte dos cristãos sírios.
A comunidade cristã síria se mantém à margem do movimento de contestação contra o regime de Bashar al-Assad, por temor que sua derrubada deixe o país em uma situação semelhante à do Iraque.





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