Mensagem do Patriarca de Constantinopla para o Dia Mundial de Oração para o Cuidado da Criação que a Igreja Ortodoxa celebrou ontem com a Igreja Católica
Roma, 02 de setembro de 2015 (ZENIT.org) –
«Como cristãos ortodoxos fomos instruídos pelos padres da Igreja a limitar, na medida do possível, as nossas necessidades. Opomos ao princípio do consumismo o princípio do ascetismo, reduzindo as necessidades ao indispensável. Isto não envolve privação, mas a racionalização do consumo e a condenação ética do desperdício. Quando, portanto, temos o que comer e o que vestir, ficamos felizes (1 Tm 6, 8), como nos exorta o apóstolo de Cristo».
Este foi o convite do Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu, na mensagem divulgada por ocasião do Dia Mundial de Oração para o Cuidado da Criação que a Igreja Ortodoxa celebrou ontem, 1º de setembro, juntamente com a Igreja Católica. Em sua mensagem – publicada no L’Osservatore Romano – Bartolomeu sublinha que, infelizmente,
«Nós, homens, tanto individualmente como na totalidade, nos comportamos, às vezes, contrariamente. Oprimimos a natureza de tal forma que as mudanças climáticas e ambientais surjam de formas inesperadas e indesejada. O próprio Cristo, depois da multiplicação dos pães e dos peixes e de ter saciado cinco mil homens, além de mulheres e crianças, deu ordens para recolher o que sobrou ‘para que nada se perca’ (Jo 6, 12). Infelizmente as sociedades de hoje abandonam a realização deste mandamento, desperdiçando e usando irracionalmente para satisfazer as percepções vaidosas de prosperidade».
Nós homens – insiste o Patriarca –
«Somos os destruidores da criação com a nossa ganância, com o nosso apego à terra, aos bens terrenos, que nos esforçamos continuamente a aumentar, como ‘o rico insensato’ do Evangelho. Esquecemos o Espírito Santo, no qual vivemos, nos movemos e somos».
Comportamentos errados que, no entanto, podem mudar «para obter recursos e energia através de uma educação adequada».
«Enfrentar a crise ambiental é possível», afirma Bartolomeu e cita a Encíclica de Francisco Laudato Si’, na qual o Papa afirma que «a terra, nossa casa, parece transformar-se sempre mais em um imenso depósito de lixo». Este lixo – destaca o primaz ortodoxo – «não é só material, mas principalmente espiritual. É lixo que provem, essencialmente, dos sentimentos emotivos do próprio homem».
«Como cristãos ortodoxos, somos chamados a fazer, também relacionados com a proteção de toda a criação, uma obra evangélica, um trabalho apostólico, ou seja, reacender a boa nova do evangelho no atual mundo bagunçado, para despertar a natureza espiritual sonolenta do homem, para transmitir uma mensagem de esperança, de paz e de alegria: paz e alegria de Cristo».
Daí o convite «para despertar a mente, liberar-se de pensamentos emotivos e interesses pessoais, para viver em harmonia com o próximo e com a criação».







Acredito que Deus colocou o homem no mundo para tomar conta dos animais e da natureza, como se fosse um jardineiro cuidando do jardim. Infelizmente a maioria se esquece que somos apenas peregrinos pela terra, e o maior bem que podemos levar são as lições e as boas experiências.
I believe that God put man in the world to take care of animals and nature, like a gardener tending the garden. Unfortunately, most forget that we are only pilgrims on the earth, and the greatest good we can take are the lessons and good experiences.