Nesta quarta-feira, 20 de março de 2013, durante o encontro do Papa FRANCISCO com as delegações ecumênicas na Sala Clementina, nosso Arcebispo TARASIOS – Arquidiocese Ortodoxa Grega de Buenos Aires e América do Sul – que acompanhava S. Santidade BARTOLOMEU I nesta histórica visita a Roma, após dirigir-lhe palavras de ânimo e encorajamento na árdua missão que Deus lhe confiou, entregou ao novo Papa dois significativos presentes: um recipiente contendo terra da República Argentina, de onde veio o novo Papa, e um cálice de prata no qual está gravado, parte do versículo bíblico (Jo 17,11) “PARA QUE SEJAM UM”, uma clara referência à unidade de todos os cristãos desejada por Cristo.
Tradução da entrevista no vídeo acima:
O Metropolita Tarasios de Buenos Aires, Arcebispo Primaz da Igreja Ortodoxa Grega na América do Sul, falou ao Serviço Católico de Notícias sobre o homem que conheceu como Cardeal Jorge Bergoglio, agora Papa Francisco.
“Eu o conheci quando ele veio a minha entronização em Buenos Aires em 14/07/2001. Ele foi convidado, compareceu e fiquei muito contente e me senti praticamente obrigado a retribuir sua gentileza, por isso quis também comparecer a sua entronização. Levei a ele alguns presentes: um era uma urna em que coloquei terra da Argentina para que não se sentisse distante, assim ele sempre se sentiria próximo a nós. Fiquei muito feliz em encontrar um homem que representa Cristo, São Pedro…
Qual o futuro do diálogo teológico entre católicos e ortodoxos?
O diálogo em si não pode promover a unidade entre os cristãos. Ele pode nos tornar mais próximos. Pode nos informar melhor sobre cada um dos lados, sobre onde nós estamos, quais são nossos pensamentos e sentimentos, onde podem estar os problemas, onde nós nos sentimos mais confortáveis trabalhando juntos.
A perspectiva de Sua Santidade, o Papa, estaria em outro nível ao fazer as pessoas estarem juntas porque, por fim, se as pessoas não aceitam o diálogo teológico ou o que resulta do diálogo teológico, não haverá unidade cristã.
O que significou ver o Papa Francisco próximo à Casa de Hóspedes do Vaticano?
Foi uma graça. Eu não esperava que ele estivesse na Casa Santa Marta e que estaríamos na mesma casa. Pensei que ele estaria em seus aposentos papais e que teríamos apenas encontros de relances com ele.
Mas ele é a mesma pessoa que vimos em Buenos Aires: muito simples, muito amigável, como nesta manhã em que tomamos café juntos e foi uma grande oportunidade para trocarmos cumprimentos, desejarmos um ao outro um dia agradável e fecundo. O que mais poderia dizer? Não vamos resolver os problemas da Igreja num café da manhã, mas vamos tratar de viver como numa família cristã.
Tradução: Fabiana / Católica SC















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