Ciência e fé devem colaborar para estruturar juntas uma »ética do ambiente»
por Ervino Martinuz | Verbonet
PARIS (França), 14 abr (SIR) – Ciência e fé devem colaborar para estruturar juntas uma “ética do ambiente” porque sem “uma radical conversão do coração”, toda medida de prevenção e conservação da natureza seria “ineficaz”. Voltou a falar da catástrofe nuclear de Fukushima no Japão o Patriarca Bartolomeu I, apresentando ontem em Paris seu último livro publicado pelas “Editions du Cerf” com o título “A la rencontre du mystère”. O Patriarca – reconhecido mundialmente pelo seu compromisso em defesa do meio ambiente – encontra-se nestes dias na França onde está realizando uma serie de encontro e de palestras. Ontem, falando sobre Fukushima afirmou: “Os especialistas do ambiente são unânimes em destacar as mudanças climáticas observadas em nível mundial podem atingir e destruir o eco-sistema”. E acrescentou: “São as escolhas e os atos do homem moderno que levaram a esta situação”. “O uso irracional dos recursos naturais e o consumo incontrolado da energia contribuem para as mudanças climáticas que têm, depois, conseqüências sobre a sobrevivência futura da humanidade”. E as primeiras vítimas das catástrofes naturais são sempre os países mais pobres e vulneráveis “atingidos portanto por problemas ecológicos de que não são responsáveis”. “Estes verdadeiros pecados contra o ambiente – continuou o Patriarca – têm sua origem do nosso egoísmo, dos falsos valores de consumo que recebemos e aceitamos sem qualquer sentido crítico. Temos necessidade, pois, de repensar um novo jeito de nos relacionar com o mundo e com Deus. Sem esta radical conversão do coração, toda medida de conservação será ineficaz porque iriam atingir os sintomas e não as causas desta realidade”.






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