A divisão entre os cristãos lança “uma sombra” na “tarefa comum” do ecumenismo, no momento em que “todos tomamos consciência de que os caminhos separados das diversas confissões cristãs levam, a um “caminho cego”. É esse o coração da mensagem enviada ao Papa pelo Patriarca de Constantinopla Bartolomeu I, por ocasião da Festa dos Santos Pedro e Paulo.
Na Carta, Bartolomeu define Pedro, cuja intercessão invoca para que se alcance a unidade, “chefe-entre-iguais”. Enquanto que Roma reivindica o primado sobre todas as outras Igrejas cristãs, o título usado por Bartolomeu reconhece o papel de chefe confiado a Pedro nos Evangelhos, mas reivindica para todos os outros bispos, sucessores dos outros apóstolos, uma “ igualdade” com ele. Olhando o caminho já percorrido, escreve o Patriarca ecumênico: “Já alcançamos os elos de paz e de amor”, que são “os fundamentos necessários para o progresso do diálogo teológico levado adiante pelas nossas duas Igrejas”.
FONTE: JESUS – Mensile di Cultura e Atalità Religiosa,Anno XXV – Agosto/2003 – N. 8
Traduziu para Ecclesia: Pe. José Artulino Besen – ITESC/Florianópolis – SC





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