A exposição recentemente inaugurada no metrô é dedicada a duas datas: o 1.025º aniversário da cristianização do antigo Estado Rus e ao 25º aniversário do renascimento da vida da Igreja na ex-União Soviética (muitas vezes chamado de “segunda cristianização”).
Uma exposição intitulada “As Duas Cristianizações da Rússia”, sobre a presença contemporânea da ortodoxia russa no cotidiano das pessoas, foi inaugurada em uma galeria do metrô de Moscou.A galeria de fotos do metrô, que funciona na estação Vistavotchnaia desde 2005, poderia competir com algumas das mais importantes salas de exposições em termos de número de potenciais visitantes. A estação está localizada no piso inferior do Centro Internacional de Negócios de Moscou, próxima ao centro de exposições Expocenter.A exposição recentemente inaugurada no metrô é dedicada a duas datas: o 1.025º aniversário da cristianização do antigo Estado Rus e ao 25º aniversário do renascimento da vida da Igreja na ex-União Soviética (muitas vezes chamado de “segunda cristianização”).Trinta obras criadas ao longo dos últimos 25 anos descrevem a vida da Igreja Ortodoxa Russa – da Iakútia até a Antártida, de Kiev até Vladivostok. Elas mostram a caridade da igreja, além de retratos de clérigos, padres e paroquianos.O milésimo aniversário da cristianização da Rus, em junho de 1988, foi também a primeira comemoração da Igreja a ser marcada pelo Estado em décadas de regime soviético. Esse foi um ponto transformador nas relações entre Igreja e Estado, bem como na compreensão do significado da Igreja e seu lugar na história da Rússia.As obras de Roman Iarovitsin mostram o momento em que as relíquias de Serafim de Sarov, um asceta e estilita que é um dos santos mais venerados da Rússia, foram recebidas no Convento Diveievo. As relíquias foram levadas de Moscou a Diveievo (anteriormente conhecida como Sarov) em uma viagem que durou um mês. Durante a viagem, o Patriarca Aleikso II realizou serviços especiais e sacramentos em cidades e mosteiros.Foi a partir deste momento que o interesse na ortodoxia e na Igreja Ortodoxa começou a crescer. Num período em que o Estado Soviético entrava em colapso, a oportunidade de receber ajuda espiritual e conforto na Igreja, bem como o vínculo de mil anos de tradição, deu às pessoas esperança de que todos os aspectos da vida poderiam ser melhorados e normalizados.Foto do arquivo de Piotr Zadirov mostra a Igreja da Santíssima Trindade na Antártida. Localizada na Ilha de Waterloo, trata-se da igreja ortodoxa mais austral do mundo.Maksim Vorobiov registrou a Procissão de Velikoretski, uma das tradições ortodoxas restauradas nos anos 2000. Fiéis carregam o ícone de São Nicolau, o Milagreiro, numa caminhada de 149 quilômetros, com seus filhos nos braços, de Viatka, onde está localizada a igreja que abriga o ícone milagroso de São Nicolau (perdido em 1924 quando a igreja foi destruída), até o vilarejo de Velikoretskoie.Uma coleção de fotos tiradas por Vladímir Iechtokin mostra a vida contemporânea da Igreja: uma irmã da misericórdia em um orfanato e a distribuição do auxílio recebido pelas igrejas para Krimsk, que sofreu com enchentes no verão de 2012.Serguêi Teterin registrou a missa em uma igreja que é ligada a um lar para crianças surdas e cegas em Sergiev Posad. O Padre Dmítri Lukianov é quem ministra as missas na costa do oceano Ártico.Crianças sorridentes em um dia de frio glacial têm como pano de fundo uma igreja em Iakútia (Foto: Serguêi Klimtsov).O retorno de uma cruz abençoada de Solovki para Butovo, uma zona de execuções, onde as vítimas das repressões de Stálin, incluindo padres, eram baleadas e enterradas em valas comuns (Foto: Serguêi Gubatchev).Claro que nenhuma das histórias escandalosas associadas à Igreja Ortodoxa Russa nos últimos anos é representada aqui. Ainda assim, a exposição não parece ser tendenciosa ou excessivamente apoiada pelo Estado.A mostra combina relatórios oficiais, obras artísticas, estudos etnográficos e fotos de arquivos. Por meio desses retratos, os visitantes conhecem pessoas que vivem a vida do espírito. A exposição “As Duas Cristianizações da Rússia” ficará aberta até 10 de setembro, durante o horário normal de funcionamento do metrô de Moscou.
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