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Patriarca de Constantinopla lamenta atitude do regime

O líder espiritual da comunhão ortodoxa mundial diz que Ankara está interessado em fazer desaparecer a comunidade ortodoxa do país.

Patriarca Ecumênico Bartolomeu I

Turquia (FA/AsiaNews/RR) – Reduzida a umas meras 3000 almas, com uma média de idade de 60 anos, a comunidade cristã ortodoxa da Turquia poderá parecer quase insignificante. Mas o papel do seu patriarca ultrapassa as fronteiras da cidade e do país. Bartolomeu I de Constantinopla é conhecido a nível internacional como o Patriarca Ecumênico, um título que descreve a sua posição de primus-inter-pares dos patriarcas ortodoxos. Mas o Governo, desde a fundação da moderna república turca, insiste em ignorar este título, referindo-se a Bartolomeu I, num documento recente, como «Patriarca do Fanar», o bairro onde se situa o Palácio Patriarcal. O documento sobre minorias étnicas na Turquia foi elaborado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, dando partida à idéia de que os Cristãos Ortodoxos são, de alguma maneira, estrangeiros no seu próprio país. No relatório conclui-se que o Seminário de Halki, fechado pelo Governo em 1971, não poderá ser reaberto devido à natureza secular do Estado. Em lugar nenhum se refere que o mesmo Estado permite e financia escolas teológicas islâmicas em todo o país. Refere-se ainda que existem 270 igrejas para os Ortodoxos na Turquia, sem esclarecer que todos estes templos foram construídos antes da fundação da República Turca. Finalmente, a importância internacional do Patriarcado Ecumênico é atribuída aos interesses dos Estados Unidos. Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, os EUA querem usar Constantinopla para contrabalançar a influência de Moscou no mundo ortodoxo. Segundo uma fonte da Igreja Ortodoxa na Turquia: «É evidente que Ancara quer minimizar a importância do Patriarca depois da reconciliação entre Moscou e Constantinopla. A Turquia ficou muito preocupada com a importância dada pela comunicação social russa à presença de Bartolomeu I nos funerais do Patriarca de Moscou». O próprio Patriarca Bartolmeu I insiste que «Jamais permitiremos que truques sujos ou as incidências da história nos expulsem deste país».

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