O patriarca de Moscou explica o que é a «força de Deus» e pede orações pelo fim do conflito ucraniano.
«O que é mais pobre que uma gruta e mais humilde que os panos em que resplandece a riqueza divina? Tendo escolhido para o mistério da nossa salvação a pobreza extrema, Cristo renuncia a tudo que é considerado importante neste mundo: o poder, a riqueza, a glória, as origens nobres e o status social. Ele propõe outra lei da vida: a lei da humildade e do amor, que vence o orgulho e a maldade».
Esta foi a mensagem de Kirill, Patriarca de Moscou e de Toda a Rússia, por ocasião do Natal que os ortodoxos russos celebraram no dia 7 de janeiro.
Kirill recorda que, de acordo com a lei que Deus nos propõe,
«A fraqueza humana, combinada com a graça de Deus, se torna uma força a que não podem resistir aqueles que têm poder e autoridade neste mundo. A força de Deus se manifesta não na grandeza terrena e na abundância, mas na simplicidade e na humildade de coração».
O patriarca recorda que
«Deus está conosco e, por isso, as dificuldades que inevitavelmente encontraremos não devem nos intimidar. As provas que enfrentaremos não devem nos vencer, porque Deus é conosco. Deus é conosco e o medo abandona a nossa vida. Deus é conosco e nós encontramos a paz interior e a alegria. Deus é conosco e nós continuamos a jornada terrena confiantes nele. Seguindo Cristo, o homem enfrenta as intempéries deste mundo sem se submeter às tentações que encontra e derrubando todas as barreiras que o pecado erige em seu caminho».
A guerra na Ucrânia foi um tema de atualidade abordado por Kirill.
«A luta fratricida que está ocorrendo na terra ucraniana não deve dividir os filhos da Igreja, semeando o ódio nos seus corações«, porque «um verdadeiro cristão não pode odiar nem próximos nem distantes». E citou as palavras de Jesus no Evangelho de São Mateus: «Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem, para que sejais filhos do vosso Pai celeste, que faz nascer o seu sol sobre maus e bons e chover sobre justos e injustos».
Kirill exortou todos «os filhos e filhas da Igreja Ortodoxa Russa» a rezar pelo fim do conflito na Ucrânia. E acrescentou:
«Nesta noite luminosa e nos dias santos que se seguirão, louvemos e glorifiquemos nosso Salvador e Senhor, que, por seu grande amor pelos homens, se dignou a vir ao mundo. Como os magos do Evangelho, levemos também nós os nossos presentes ao Menino: que o ouro seja o nosso amor sincero, o incenso a nossa oração fervorosa, a mirra a nossa atenção e cuidado pelos próximos e pelos distantes».
Fonte: ZENIT







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