A festa que celebramos hoje é grande: Deus se faz homem para que o homem possa ser fazer deus; o Todo-Poderoso assume nossa natureza caída e se humaniza para que nós possamos assumir sua graça e nos divinizarmos; todas as leis da natureza se subvertem, pois a partir de hoje o Deus transcendente do povo de Israel se mostra, se dá a conhecer, se revela aqui e agora inaugurando, com seu nascimento na carne, o «Reino»
de Deus também nesta dimensão: por isso, o hinógrafo se mostra pasmo, perplexo diante do paradoxo do mistério: agora o céu, o trono querúbico, a dimensão totalmente transcendente e inacessível para os homens se revela aos puros de coração, da natureza criada tudo para lhes oferecer libertação…


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